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O cavalo alado Pégaso é talvez uma das figuras mais famosas da mitologia grega, sendo portanto um pouco inexplicável que a sua história nunca cá tenha sido recontada antes. Para corrigir esse esquecimento, aqui fica ele.O mito de Pégaso pode ser dividido em dois momentos principais.

 

O primeiro deles liga-o a Perseu, sendo-nos dito que quando este herói cortou o pescoço da Medusa, do sangue desta nasceu o cavalo voador. Curioso é o facto de ele não ter qualquer espécie de influência nesse mito. Parecerá um pouco estranho, não fosse o facto de sabermos que essa é uma adição tardia ao mito, com algumas versões ainda a relacionarem esta criatura com algumas fontes; contudo, já não temos a certeza de como esse nascimento ocorria antes de ser ligado a Perseu.

 

No segundo momento, este animal é emprestado a Belerofonte, para que defronte a Quimera. Os detalhes de toda a aventura divergem entre versões, mas partilham alguns elementos comuns: o mítico cavalo foi obtido com auxílio divino e foi com ele que o herói acabou por conseguir atingir o seu objectivo, mas foi também ele o responsável pela morte dessa figura. Numa parte mais famosas desse mito, o herói tentou que Pégaso ascendesse até ao Olimpo, com a intenção de ver os deuses com os seus próprios olhos, mas pelo seu acto arrogante foi precipitado para sua morte. O cavalo foi colocado entre as estrelas, onde ainda hoje pode ser visto.

 

Esta breve descrição deixa-nos compreender um dos grandes problemas tanto do mito de Pégaso como do de Belerofonte. Se muitas são as fontes que atestam parte da sua trama e os seus elementos basilares até são sobejamente conhecidos, não existe nenhuma obra que nos conte, de uma forma mais alongada, o que terá acontecido. Mesmo a forma como a Quimera é derrotada diverge, só tendo nós a certeza de que o cavalo alado teve um papel importante nessa aventura. Este é, por isso, um mito um tanto ou quanto difícil de seguir, na medida que não sabemos todos os seus contornos originais.

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Deus criou a humanidade; [mas agora os seres humanos] criam Deus. É assim que o mundo funciona - os seres humanos fazem deuses e veneram a sua criação. Seria [mais] apropriado para os deuses que venerassem os seres humanos!

Fonte: Evangelho de Filipe

 

Um curioso exemplo dos muitos segredos que os evangelhos gnósticos ainda nos escondem. A ideia não é nova - já aparecia em filósofos gregos muitos séculos antes, como cá foi discutido - mas a simplicidade da forma como este autor (que dificilmente terá sido Filipe) mereceu ser deixada por cá.

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A teoria heliocêntrica do nosso sistema solar é normalmente atribuída a Nicolau Copérnico, em inícios do século XVI, mas algumas fontes da antiguidade já tinham conhecimento dessa hipótese. Aristarco de Samos é referido numa das obras de Arquimedes como tendo postulado a teoria de que o sol e as estrelas se encontravam fixos e apenas a Terra girava em redor do primeiro. Também parece ter apoiado a ideia de que as estrelas eram sóis que estavam muito distantes.

 

Sabemos (hoje) que este autor estava correcto, mas poucos foram os autores da Antiguidade que lhes prestaram essa devida atenção. Só Copérnico, muitos séculos mais tarde, voltaria a essa ideia, popularizando-a de uma forma tão significativa que hoje lhe atribuimos essa (re)descoberta, como se fosse algo de totalmente novo.

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Recentemente foi cá pesquisada uma questão invulgar - "Poseidon pegava almas com o tridente?". Posto de uma forma muito simples, não, o deus grego não o fazia. Na Mitologia Grega não existe qualquer tipo de ligação entre este deus dos mares e as almas dos mortos, sendo estas últimas mais ligadas a Hades, deus dos mortos, por razões óbvias. Mas então, de onde terá vindo essa pergunta?

 

Bem a figura cristã do diabo tende a ser representada com um tridente nas mãos em virtude de se tratar de uma criação fictícia que nasceu da fusão de vários elementos pagãos, entre eles o instrumento guerreiro que Poseidon costumava carregar. Depois, ao longo dos séculos, foram-lhe sendo associadas novas características que nem sempre têm qualquer espécie de fundamento bíblico, como o facto de ele capturar almas de uma determinada forma. Assim se chegou, a longo prazo, à figura do diabo como a temos hoje em dia. Sobre alguns dos aspectos desta criação e evolução pode ser lida, por exemplo, a obra The Origin of Satan: How Christians Demonized Jews, Pagans, and Heretics, de Elaine Pagels.

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Este livro é aqui mencionado em particular devido ao seu primeiro capítulo, no qual o autor nos escreve sobre o mito da Atlântida. Se o tema já está mais do que batido, o que este autor nos apresenta é uma exposição sobre o porquê de acreditarmos que a Atlântida tinha certas e determinadas características que nunca aparecem no relato das obras de Platão, mostrando como essas crenças foram sendo refinadas ao longo dos séculos e até aos nossos dias.

Os restantes capítulos não têm muito interesse para o estudo da mitologia, mas contêm um ou outro aspecto importante para se poder apreciar como determinadas crenças - desde as características da Atlântida até à descoberta do continente americano, passando pela possibilidade bíblica de povos pré-adâmicos - foram sendo alteradas sem razões credíveis para tal.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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