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Em quatro livros e como o seu próprio título indica, esta obra de Opiano aborda o tema da caça. O primeiro é uma introdução à caça, os dois seguintes são sobre os animais, enquanto que o quarto explica como caçar algumas dessas espécies. Não o faz para todas - por exemplo, o autor nunca explica como capturar uma girafa ou uma avestruz - mas somente para as mais previsíveis, que ele próprio já parecia ter visto com os próprios olhos, como o leão ou a raposa. Mas, de um ponto de vista mitológico, esta mesma obra tem dois elementos interessantes:

 

- Conta algumas histórias que não conhecemos de outras fontes. Uma delas, por exemplo, é a de um príncipe que perdeu todos os seus cavalos, com excepção de uma égua e seu descendente. Com vista a recuperar a sua manada, decidiu mascarar ambos os animais, untá-los com outro cheiro e tentar que se unissem no acto sexual. Conseguiu fazê-lo, mas mal os animais se aperceberam do que tinham feito, dirigiram-se para uma pedra e bateram com a caça repetidamente, até morrerem. O autor equipara-a à história de Édipo.

 

- Tratando-se de uma obra sobre animais, é curiosa que aqui exista uma inversão de algumas convenções dos poemas épicos. Quando, por exemplo, dois touros se preparam para o combate e arrastam um pouco de chão com as patas dianteiras, o autor equipara-os a dois lutadores que se preparam com areia.

 

Apesar destas características é uma obra um tanto ou quanto singular, que apenas apelará a uma audiência muito específica.

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 Aqui fica um pequeno vídeo com algumas curiosidades sobre gladiadores.

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O mito de Protesilau já aqui foi contado, mas quem o tiver lido de uma forma mais reflectida deverá ter notado um pequeno problema - havendo uma profecia que dizia que o primeiro soldado grego a pisar o solo de Tróia ia morrer, porque o teria feito Protesilau sem qualquer tipo de reservas, ainda para mais quando uma esposa o esperava em casa?

 

A resposta é dada por um autor latino, Ausónio. Segundo ele Protesilau foi vítima de um ardil por parte de Ulisses. Este segundo herói atirou o seu escudo para a praia, saltando depois para cima dele e dando a ilusão de que estaria a ser o primeiro a pisar a superfície de Tróia. Vendo isso, Protesilau saltou também ele para a praia, pisando o solo e sendo então rapidamente morto por um adversário - se um guerreiro mais anónimo ou o próprio Heitor, as nossas fontes já parecem discordar.

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Aqui fica um pequeno segumento que apareceu recentemente num programa australiano.

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As viagens de Ulisses (ou Odisseu) são-nos tão famosas da Odisseia de Homero que muitos já tentaram reconstruir os passos do herói. Para o fazerem basearam-se em diversas informações patentes nesse poema épico, mas Eratóstenes de Cirene deixou-nos uma pista fulcral para esse objectivo - "As cenas das viagens de Odisseu só serão encontradas quando encontrarem o homem que coseu a bolsa dos ventos", numa evidente referência à bolsa que o rei Éolo deu ao herói.

 

Ora bem, Eratóstenes foi um dos responsáveis da Biblioteca de Alexandria e era considerado um dos pais da Geografia, pelo que se alguém estava em boa posição para encontrar os caminhos do herói homérico seria ele. Sabia que não conseguiria fazê-lo, mas a sua espécie de aviso parece não ter sido suficiente para muitos de nós.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.


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