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Sim, porque verdade seja dita eu já tinha algumas saudades de fazer uma coisa destas.

Visto que grande parte das versões do mito apresentam Orfeu como um tocador de música e ainda como filho do próprio deus Apolo, a nossa mente irá facilmente associá-lo a mais uma daquelas míticas e figuras com uma beleza fora do normal. No entanto, isto pouco ou nada interessa no caso em questão, com os dotes musicais da personagem em questão a aparecer-nos como o principal do mito.
A sua extrema perfeição no acto de tocar lira era considerada como tendo mesmo a capacidade de mudar o imutável, uma provável metáfora para a capacidade da humanidade mudar todo o seu ambiente através do uso de instrumentos, não propriamente dos musicais mas através de outras ferramentas.
Ao tocar o seu instrumento para a bela Euridice, este tentava talvez que a sua amada ficasse, também ela, imersa na beleza da sua arte.
No entanto, ao ser picada por uma serpente e levada para um reino ao qual damos hoje uma conotação de sofrimento eterno, dá-nos a sensação que tudo o que é belo terá obrigatoriamente um final cruel, em todas as suas vertentes.
Sobre a descida ao temível reino de Hades, num primeiro ponto pode-se compreender que o amor é capaz de ultrapassar quase tudo, mas numa análise final e mais cuidada entende-se que nem mesmo o poder lendário deste poderá ultrapassar a letal lei da morte.

Opiniões sobre o mito em questão, alguém as tem?

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1 comentário

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De beta a 22.04.2006 às 18:50

Como o tópico anterior não permite comentários e porque por várias vezes referiu que poucas pessoas aqui vinham, prentendo só dizer que gosto particularmente deste blog, porque é uma temática interessante ( para mim de forma especial porque sou pagã) e gostaria que continuasse a actualiza-lo.

Visito-o há mais de um ano. E se me permitisse gostaria de colocar o link dele no meu blog, pois o SEU blog faz parte das minhas leituras:)

cpts

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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