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Antígona

24.07.04

Eternizou-se como tema trágico, retomado, entre muitos outros, pelo italiano Vittorio Alfieri, no século XVIII, e pelo francês Jean Anouilh, no século XX. Antígona nasceu da união incestuosa de Édipo e Jocasta. Após Édipo ter-se cegado -- por descobrir que, sem saber, matara o próprio pai e se casara com a mãe -- Antígona e sua irmã Ismênia serviram-lhe de guias, acompanhando-o no exílio de Tebas até sua morte perto de Atenas, conforme relato de Sófocles em Édipo em Colono. Voltando a Tebas, as duas tentaram reconciliar seus irmãos Etéocles e Polinice, sem sucesso. Polinice, com sete heróis, sitiou a cidade, mas ambos os irmãos morreram nas batalhas que se seguiram. Subiu então ao trono de Tebas seu tio Creonte, que sepultou Etéocles com todas as honras e, sob alegação de traição à pátria, proibiu o sepultamento de Polinice. Antígona, movida pelo amor fraterno e julgando a proibição injusta, enterrou Polinice em segredo. Descoberta a desobediência, Creonte condenou-a a ser murada numa caverna, onde Antígona se enforcou. Seu amado, Hêmon, filho de Creonte, suicidou-se em seguida. Essa é a versão dada por Sófocles na tragédia Antígona; segundo Eurípides, Antígona conseguiu fugir da caverna e viveu feliz com Hêmon durante alguns anos.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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