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Em resposta a Ulisses, Penélope e os 20 anos de ausência, o Paulo levantou a hipótese de que a imperfeição humana, quando comparada com uma perfeição mais divina de Ulisses e Penélope, se poderá dever às distinções feitas no "Mito das Idades", que será abordado de seguida.
Confesso que nunca pensei nessa questão do modo que ele a referiu. É verdade que os míticos heróis gregos viveram na "Idade do Bronze" ou, de acordo com outras versões, na "Idade dos Heróis", alturas em que os seres humanos eram mais similares aos deuses, mas é importante notar que a fidelidade não parece ser um dom divino. O próprio Zeus, o mais famoso dos deuses gregos, era dado ás mais diversas aventuras amorosas, apesar de ser possível que ele ele fosse a excepção e não a regra, tendo em conta a fidelidade (aparente) de Hades, entre muitas outras figuras mitológicas. É certamente plausível e possível, essa hipótese levantada pelo leitor.


Em Ressureição de Cristo e a Mitologia Clássica, o mesmo leitor refere a história de Esculápio como referência à capacidade de ressuscitar os mortos. Poderei estar enganado, mas parece-me que essa é uma das poucas ressureições patentes, de forma não metafórica, na mitologia greco-romana.
A história desse deus é um pouco obscura e desconhecida daqueles que sabem pouco sobre esta mitologia, mas deve-se ter em conta que esse filho de Apolo pretendeu ir, pelos seus actos, contra a ordem natural das coisas. Ao ressuscitar, por mais de uma vez, um mortal, é possível que tivesse suscitado algum temor ao deus dos mortos. Assim, a vingança viria a surgir, tal como aconteceu em relação a outras figuras mitológicas. Também Ícaro, no seu confronto com Hélio, ousou desafiar a supremacia desse deus-sol, acção pela qual viria a sofrer as devidas consequências.
De futuro, é possível que eu dedique algum artigo a Esculápio, bem como à vida (e morte) na mitologia grega.

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1 comentário

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De Paulo a 04.05.2007 às 20:50

Há uma referência direita à ressurreição no texto das Metamorfoses de Ovídio . No Livro XV, na "História de Hipólito", filho de Teseu , o vate canta como Hipólito voltou do mundo dos mortos à vida da seguinte maneira:

"Eu vi o mundo sem luz da morte, banhei meu corpo quebrado e fatigado no rio fervente e lá eu ainda estaria não fosse por Paeon , que era filho do grande Apolo, e tinha poções magicas que me trouxeram de volta à vida. Por seus poderosos preparados, por sua medicina, contra a vontade de Plutão, voltei a viver".

E a deusa Diana, que gostava muito dele, proclamou: "Hipólito não mais! És Virbio , o que nasceu duas vezes!" E leva-o ao Lácio onde este casa e cria sua família.

Indo mais longe, lembro-me de que Sócrates afirmava que durante a "Idade do Ouro" os homens morriam, eram devolvidos ao seio da mãe Terra, e voltavam à vida renovados e novamente jovens. Enfim, ressuscitar era algo comum naquela época.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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