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Finalmente tive tempo para acabar de ler alguns dos trabalhos de Ovídio, os quais já foram mencionados num post anterior, e acho que os mesmos merecem um comentário alargado.

 

Começando por Fasti (também conhecida como Os Fastos), apesar de não ser uma obra muito interessante para uma leitura ocasional, é certamente uma importante fonte de informação sobre o modo de vida dos Romanos, especialmente sobre o calendário dos festivais festejados nessa civilização. Como referido anteriormente, é uma obra que está incompleta, mas não deixa de ser importante.

 

Relativamente a Ars Amatoria e Remedia Amoris (em Português, a Arte de Amar e a Cura para o Amor), são obras que claramente deixam perceber a imortalidade e intemporalidade do Amor, e é curioso descobrir que o conhecimento patente nas mesmas ainda se aplica aos dias de hoje. Quer o leitor pretenda encetar uma nova relação amorosa ou simplesmente terminar uma na qual já está incluído, os conselhos dados por Ovídio são bastante úteis, se bem interpretados e compreendidos. São realmente obras de um carácter quase imortal, com o autor a apresentar os seus argumentos de uma forma que nos dá a sensação que ele realmente nos compreende, com uma familiaridade bastante incomum nas outras obras Clássicas que já li.

 

Quanto a Amores, que relata a paixão do poeta por uma tal Corinna, acaba por ser uma obra também bastante interessante. É impossível saber se esta mulher realmente existiu ou se é simplesmente uma criação do autor, um protótipo da mulher Romana, mas ainda assim ele conseguiu capturar a essência de uma relação entre elementos de sexos opostos, com um clareza que faz inveja a muitos pares modernos. É uma leitura que recomendo vivamente a todos aqueles que tenham umas horas livres.

 

Sobre Heroides (em Português, Epístolas de Heroínas), obra em que o poeta imagina cartas de amor trocadas entre famosos pares de mitologia grega, temos aí a oportunidade de constatar algo bastante curioso, que o sentimento amoroso dos dias de hoje é vivido (pelo menos na ficção...) como o era há muitos séculos atrás.

 

Em relação a Metamorphoses, ainda não a li, pelo que terei de deixar esse comentário para uma data posterior.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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