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Há uns poucos dias foi-me pedido um artigo sobre esta famosa alegoria, referenciada na obra "República", de Platão.


Na sua versão mais simples, a alegoria da caverna menciona vários homens, todos eles agrilhoados no interior de uma caverna, na qual nasceram e apenas conseguem ver uma ténue réstia de luz. Um dia, um desses homens liberta-se, escapa para o exterior da caverna e tem conhecimento de todos aqueles mistérios que, anteriormente, se escondiam por detrás de uma simples luz.

Ao voltar ao local onde sempre viveu, este homem conta aos seus antigos companheiros o que viu. Estes, quando confrontados com a recente descoberta, acham que a luz fez o seu amigo ficar louco, e pensam até em matá-lo.

 

Contrariamente ao que sucede em muitos dos mitos já relatados por cá, esta á uma história bastante difícil de interpretar, pelo simples facto de ter um quase infinito número de significados, os quais divergem em função do contexto que lhe queiramos dar. No caso da Filosofia, por exemplo, esta alegoria representa aquilo que se espera de um filósofo - a capacidade de se abstrair do mundo terreno e, com uma curiosidade periclitante, tentar interrogar-se sobre os diversos mistérios deste nosso mundo.

 

Esta é certamente uma alegoria na qual o contexto é tão importante como a própria mensagem. É óbvio que a saída da caverna pode ter uma simbologia de escape de uma realidade frequente, e que o conjunto de homens agrilhoado pode simbolizar a sociedade geral, mas a importância geral do contexto é possivelmente a maior característica a ter em conta nesta alegoria.

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1 comentário

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De frederico marques a 14.05.2009 às 17:39

A alegoria da caverna é, como afirmas, algo muito intressante. Sempre achei curioso, sendo a interpretação da alegoria da caverna algo muito subjectivo, como a mim, a mensagem primária é o medo que o Homem tem, do desconhecido... É algo que vai muito de acordo com a mitologia, e até mesmo, na recepção de outras culturas/sistemas de crenças, hoje em dia.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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