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Numa das obras a que tive acesso é mencionada Teogonia, de Antífanes. Tanto a obra como o autor são relativamente desconhecidos nos dias de hoje, mas a sua versão da criação do mundo é deveras curiosa. Vejamos:

 

O Caos foi produzido através da Noite e do Silêncio. Depois, o Amor nasceu do Caos e da Noite, seguido pela Luz. Seguiu-se todo o resto da primeira geração dos deuses, uma segunda geração e a criação do próprio mundo. O Homem seria, então, criado pela segunda geração de deuses.

 

Infelizmente, pouco mais se sabe sobre esta versão da criação do mundo, mas Ireneu refere que se parecia bastante com o mito da criação do  Valentianismo (que, segundo esse autor, "mudou somente os nomes das coisas").

 

Esta é uma versão do mito da criação que, como muitas outras, parece fazer total sentido, mas há um outro detalhe que se deve ter em conta: contrariamente ao que sucede nos dias de hoje, em que a maior parte das religiões tem um cânone definido - irrefutável, indiscutível e totalmente fixo - o mesmo não sucedeu até aos primeiros séculos da nossa era. Assim, são múltiplos os autores gregos e latinos que, uma e outra vez, nos mostram diferentes versões da criação do mundo. Não existem versões certas e erradas, mas essencialmente versões concorrentes, algumas mais populares que outras. Se Teogonia, de Hesíodo, é provavelmente uma das mais populares e famosas, importa realmente lembrar que também existem muitas outras.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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