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Com autoria atribuída a Aristóteles, esta é mais uma obra de paradoxografia. Tal como as outras de que já falei por cá anteriormente, trata-se então de uma colecção de materiais sobre vários temas (animais, plantas, minerais e geografia, entre outros). Se, de um ponto de vista da mitologia, esta obra parece não ter muito interesse, ocasionalmente o autor refere tradições tradições religiosas importantes, como a existência de um templo para celebrar um acto de um dado deus, ou um monumento consagrado a uma dada figura.

 

Além disso, esta obra parece até ter uma expressão chave - "dizem que". Repetida em grande parte dos parágrafos, é uma expressão que dá a entender que, mais do que relatos na primeira pessoa, o autor está somente a repetir coisas que ouviu dizer, o que é normal numa cultura que assente bastante na tradição oral, contrária ao que temos nos dias de hoje.

 

Para terminar, talvez eu deva referir que alguns dos relatos de outras obras de paradoxografia se repetem por aqui, com algumas alterações mínimas; por exemplo, em relação aos pássaros da Diomedeia é dito que se mantém calados perante os gregos e atacam os bárbaros, enquanto que em outras obras parecem prestar homenagem ao primeiro povo, ignorando todos os outros. Seria interessante ver a evolução dessas histórias, mas sem se ter a certeza da autoria da obra, ou quaisquer outros dados mais seguros, acaba por ser impossível fazer um estudo sobre como cada uma dessas histórias evoluiu, algo que certamente enriqueceria esta obra, bem como as outras de que já por cá falei.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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