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Esta obra pode ser dividida em dois momentos essenciais - primeiro, surge uma epístola de Porfírio para um tal Anebo, de origem egípcia; depois, num segundo tempo, surge Abamon, que tenta responder às muitas questões postas nessa mesma epístola. O tema de ambos os textos é óbvio - os mistérios - mas a que se refere precisamente a expressão que dá nome à obra?

 

Bem, "os mistérios" aqui abordados são os divinos. O autor fala de múltiplas questões com as quais os autores da altura se preocupavam, tais como a possibilidade de somente alguns deuses terem corpo físico (veja-se o Sol e a Lua), ou a forma como funcionavam as predições do futuro. São virtualmente incontáveis as muitas questões tratadas nesta obra, o que a torna bastante importante para quem pretenda compreender dados aspectos da existência, ou dos mistérios, divinos da Antiguidade.

 

Talvez deva referir que a mitologia está quase ausente da obra; existe uma ou outra referência a deuses específicos, aos daemones, até mesmo a uma hierarquia divina, mas esta é uma obra mais filosófica, onde as histórias (se é que podemos considerá-las como tal) parecem não ter lugar.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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