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Tal como uma obra que já cá foi abordada há uns tempos, também esta é de um autor desconhecido. Claramente não é um texto de Luciano, até porque contém referências a elementos que no tempo de Luciano ainda não tinham tomado lugar, mas também não é por isso que se torna menos interessante.

 

Quanto ao texto em si, o seu elemento essencial é um diálogo entre duas personagens, durante o qual acaba por surgir um juramento. Uma das personagens tenta fornecer à outra um conjunto de deuses pelos quais poderia fazer este seu juramento - Júpiter, Apolo, Neptuno, Mercúrio, Minerva, etc. - os quais são descartados, um após o outro, por várias razões, muitas das quais simplesmente hilariantes. Então, acaba por lhe ser sugerido um juramento pela Santíssima Trindade, o que também leva esse diálogo a algumas questões adicionais.

 

 

Se, por um lado, este é um diálogo com alguns aspectos filosóficos e da ordem teológica, também acaba por ser importante ter em conta a pautada ironia com que ambas as religiões são aqui vistas. Se existem múltiplas críticas aos deuses romanos, o mesmo acaba por se passar com o Deus do Cristianismo, também ele aqui mostrado como tão frágil e absurdo como alguns dos seus antecessores.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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