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Semelhante, em alguns aspectos, à anterior, esta é uma obra em que Cícero nos fala sobre a velhice, uma questão tão actual como a última de que aqui falei . Pessoalmente, creio que é uma das mais belas obras da literatura latina, mas apesar de ter momentos profundamente belos e extremamente instrutivos (alguns dos quais são parcialmente reproduzidos abaixo), também tem outros que a tornam uma obra de não tão fácil leitura para quem estiver menos habituado a estas andanças. Aqui ficam, como anteriormente, algumas citações da obra, retirados da mesma edição que usei antes:

 

- "To rebel against nature - is not that to fight like the giants with the gods?"

 

- "The consciousness of a well-spent life and the recollection of many virtuous actions are exceedingly delightful."

 

- "I find that there are four reasons for old age being thought unhappy: First, that it withdraws us from active employments; second, that it enfeebles the body; third, that it deprives us of nearly all physical pleasures; fourth, that it is the next step to death."

 

- "The great affairs of life are not performed by physical strength, or activity, or nimbleness of body, but by deliberation, character, expression of opinion."

 

- "Rashness is the note of youth, prudence of old age."

 

- "Old men retain their intellects well enough, if only they keep their minds active and fully employed."

 

- "You should use what you have, and whatever you may chance to be doing, do it with all your might."

 

- "Shall we not allow old age even the strength to teach the young, to train and equip them for all the duties of life? And what can be a nobler employment?"

 

- "To each part of our life there is something specially seasonable; so that the feebleness of children, as well as the high spirit of youth, the soberness of maturer years, and the ripe wisdom of old age - all have a certain natural advantage which should be secured in its proper season."

 

- "Many old men are so feeble that they cannot perform any duty in life of any sort or kind. That is not a weakness to be set down as peculiar to old age: it is one shared by ill health."

 

- "Pleasure hinders thought, is a foe to reason, and, so to speak, blinds the eyes of the mind."

 

- "Why then do I spend so many words on the subject of pleasure? Why, because, far from being a charge against old age, that it does not much feel the want of any pleasures, it is its highest praise."

 

- "But, you will say, it is deprived of the pleasures of the table, the heaped up board, the rapid passing of the wine-cup. Well, then, it is also free from headache, disordered digestion, broken sleep."

 

- "Old men are fretful, fidgety, ill-tempered, and disagreeable. If you come to that, they are also avaricious. But these are faults of character, not of the time of life."

 

- "Death, that is either to be totally disregarded, if it entirely extinguishes the soul, or is even to be desired, if it brings him where he is to exist forever. A third alternative, at any rate, cannot possibly be discovered. Why then should I be afraid if I am destined either not to be miserable after death or even to be happy?"

 

- "To disregard death is a lesson which must be studied from our youth up; for unless that is learnt, no one can have a quiet mind. For die we certainly must, and that too without being certain whether it may not be this very day. As death, therefore, is hanging over our head every hour, how can a man ever be unshaken in soul if he fears it?"

 

- "If some god should grant me to renew my childhood from my present age and once more to be crying in my cradle, I would firmly refuse"

 

- "Oh glorious day when I shall set out to join that heavenly conclave and company of souls, and depart from the turmoil and impurities of this world!"

 

 

Para terminar, em adição ao costumeiro convite de leitura da totalidade da obra, eu gostaria de deixar uma explicação adicional. Há umas semanas vieram-me perguntar o porquê da citação do texto destas quatro obras, e a razão é até bastante simples - sendo que estas são as únicas quatro obras que costumo recomendar a todo o tipo de leitores, achei importante não só publicitar o seu conteúdo mas também apresentar algumas das razões porque as considero tão importantes, mais do que simplesmente analisá-las, como fiz no passado e optei por não fazer nestes quatro casos. Sim, claro que para um aluno de Clássicas é importante ler a Ilíada, ou as Metamorfoses, e até Os Trabalhos e os Dias, mas essas também acabam por ser obras que, lidas da forma e no contexto que o são hoje, acabam por ter muito pouco interesse. Então, a minha recomendação destas quatro obras prende-se com o carácter intemporal dos temas nelas abordados; claro que apresentam, aqui e ali, menções à mitologia e à cultura grega e latina (das quais não devemos despojá-las, como parece ter feito, há já uns tempos, um dado palerma de um teatro português), mas também são obras com as quais podemos aprender bastante, já que nos apresentam situações pelas quais certamente teremos de passar nas nossas próprias vidas.

 

Aqui termina, então, essa referência a essas quatro obras que considero serem de especial importância. O próximo post voltará a ser sobre a mitologia, com algo de novo a ser por cá abordado.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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