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Mirra

09.08.11

Sobre o mito de Mirra, devo dizer que é um daqueles que tem múltiplas versões. Se, por um lado, existem detalhes comuns em todas elas, existe também uma grande diferença final. Veja-se então a versão básica do mito:

 

Mirra nutria uma enorme paixão pelo seu próprio pai. Com a ajuda de uma ama acabou por ter sexo com ele, e engravidou dessa relação. Afastando-se do local onde vivia, foi eventualmente transformada pelos deuses na árvore a que deu nome. Quanto à criança, fruto desta infrequente relação, acabaria por nascer da própria árvore.

 

Para além destes detalhes muito básicos, as múltiplas versões do mito adicionam alguns elementos extra. Por exemplo, um autor refere que a paixão de Mirra foi causada por Vénus, que invejava a sua beleza. Outro refere que o auxílio da ama surgiu na sequência de uma tentativa de suicídio. Se alguns autores não dão nome ao filho de Mirra, outros referem que foi daí que nasceu Adónis. O local e circunstâncias da transformação em árvore, bem como do nascimento do filho, também varia bastante. Ainda assim, nenhum deles se afasta realmente dos elementos mencionados acima, razão pela qual preferi cingir-me a esses elementos, se bem que muitos pobres, na referência ao mito.

 

Agora, qual é o objectivo, a razão de ser, deste mito? Como muitos dos mitos que envolvem transformações, parece-me aconselhar os leitores a não violarem alguns tabus sociais (neste caso o incesto), sob pena de serem punidos pelos deuses. Numa leitura menos aprofundada, poderemos aqui extrair a razão pela qual uma dada árvore parece chorar.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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