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Este texto (que pode ser lido, em versão inglesa, aqui), apesar de ter a sua base na história bíblica do Rei Salomão, tem um aspecto que considerei importante o suficiente para o mencionar por cá.

 

Segundo esta obra, através de artes mágicas (ou milagres, ou o que lhe queiram chamar) o Rei Salomão capturou diversos demónios, com os quais construiu o famoso Templo de Jerusalém. Eventualmente aproximam-se deste rei uma infindável horde, e cada um deles revela o seu nome, ao que preside, e a forma como pode ser vencido. Porém, inesperadamente, pelo menos quatro dessas figuras são conhecidas por nós - as sete plêiades, a Medusa, Hecáte, e uma tripla criatura que se pode transformar em Cronos - e apesar de não serem mencionadas pelo respectivo nome, pelas suas características são possíveis de distinguir das demais, figuras extremamente obscuras e que, arrisco-me a dizer, talvez até nem apareçam mencionadas em quaisquer outros textos. Existe também a referência a uma outra figura desta mitologia, aí já como anjo, mas parece-me ser somente uma coincidência de nome, já que nunca ouvi falar de uma semelhante metamorfose.

 

Será este texto, então, um dos primeiros em que as divindades pagãs começam a ser vistas como malévolas? Nos seus instantes finais existe uma referência implícita a Jesus Cristo (um dos demónios afirma temer alguém nascido de uma virgem e crucificado pelos Judeus), o que me parece querer dizer que ou o texto foi escrito já na nossa era, ou foi alterado por cristãos, ou que esta previsão, a ser feita antes do nascimento de Jesus, foi certeira. Em qualquer dos casos, a referência às quatro figuras que referi acima parece demasiado idêntica para ser mera coincidência...

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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