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Tal como muitas outras obras por cá já referidas, a "Apologia" de Tertuliano defende o Cristianismo de um conjunto de preconceitos que, no século II, em relação a ele existiam, e privilegia esse vector em detrimento de um ataque mais directo ao Paganismo, como viriam a fazer autores posteriores.

 

A sua referência, aqui, parte de um comentário feito nos capítulos VIII e IX da obra. Aí, é abordado o mito de que os cristãos comiam crianças, tão famoso como a referência a estes venerarem um deus com cabeça de burro. O segundo destes já cá foi abordado, mas sobre o primeiro é aqui dito que este possível ritual envolveria uma criança "em idade de ainda não conhecer a vida", uma faca, a irmã e a mãe de quem faz o ritual (nem o autor parece saber o que ocorre nos casos em que a pessoa não tenha irmã ou mãe), e um cão. No capítulo seguinte é ainda dito que o fundamento real por detrás deste mito, que provavelmente proviria de sangrentos rituais pagãos, seria o das jovens crianças que eram sacrificadas em honra a Saturno, para comemorar as "mortes" dos filhos do próprio deus.

 

Fica assim explicado, pelo menos parcialmente, mais um mito relativo aos cristãos...

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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