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Ao ler, há alguns dias, um texto de Adomnán (trata-se de De Locis Sanctis, para quem estiver curioso), que se baseava nas viagens de Arculf (ambos do século VII d.C.), encontrei dois elementos interessantes relativamente a relíquias de Jesus Cristo.

 

Sobre o "Cálice do Senhor", o usado na última ceia, no capítulo IX é dito que era um copo de prata, tinha capacidade de um quarto francês (não sei qual a equivalência moderna) e duas pegas, uma de cada lado.

 

Depois, no capítulo X, é feita uma referência à lança que perfurou Cristo (aquela a que hoje chamamos a "Lança de Longino"), que estaria então presa numa cruz de madeira, com a haste partida em duas.

 

Além destas duas, é mais tarde referida uma outra, o pano que tapou a cabeça de Cristo sepultado, estando todas estas três relíquias em exposição na altura da visita de Arculf. Agora, se muitas histórias são contadas em relação a esta terceira, as minhas linhas devem-se essencialmente ao cálice. Este cálice é, segundo li, hoje visto como uma construção medieval de Chrétien de Troyes (que escreveu no século XII, devo relembrar), e apenas gostava de mostrar, aqui, que a sua existência é atestada em datas muito anteriores, e até descrito, mas sem quaisquer poderes ou milagres a ele creditados.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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