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O Monstro de Loch Ness, também conhecido por "Nessie", é um dos grandes mistérios dos nossos dias. Há gente que jura por tudo o que existe que o viu, bem como pessoas que dizem tratar-se de um embuste para trazer mais turismo a essa região. O nosso objectivo, aqui, não é falar de nenhuma dessas hipóteses, mas de apontar uma curiosidade bem mais estranha.

 

Segundo nos conta a Vida de São Columba, da autoria de Adomnán, existia um monstro no Rio Ness (ou seja, próximo do famoso loch) que atacava as populações que se aventuravam nesse curso de água. Quando o santo o viu, usou o sinal da cruz e algumas palavras para o afastar, tendo a criatura se afastado sem qualquer alarido.

 

Não sabemos se este terá sido um dos avôs do "Nessie", mas não deixa de ser curiosa, essa associação de uma criatura monstruosa ao local, há já mais de um milénio. Por outro lado, considerar esta evidência como credível também implica, por exemplo, acreditar na possibilidade de uma existência de criaturas como a Hidra de Lerna ou os Pássaros do Lago Estínfalo. Assim, a busca por uma resposta continua...

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Este livro de Elaine Pagels é uma simples e justa introdução aos textos que ficaram fora do cânone bíblico, com especial ênfase naqueles que foram reencontados em Nag Hammadi. É muito simples, sendo por isso particularmente indicada para todos aqueles que querem aprender um pouco mais sobre o tema, mas sem terem de - pelo menos por agora - deambular na grande complexidade do conteúdo de alguns textos gnósticos.

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O cavalo alado Pégaso é talvez uma das figuras mais famosas da mitologia grega, sendo portanto um pouco inexplicável que a sua história nunca cá tenha sido recontada antes. Para corrigir esse esquecimento, aqui fica ele.O mito de Pégaso pode ser dividido em dois momentos principais.

 

O primeiro deles liga-o a Perseu, sendo-nos dito que quando este herói cortou o pescoço da Medusa, do sangue desta nasceu o cavalo voador. Curioso é o facto de ele não ter qualquer espécie de influência nesse mito. Parecerá um pouco estranho, não fosse o facto de sabermos que essa é uma adição tardia ao mito, com algumas versões ainda a relacionarem esta criatura com algumas fontes; contudo, já não temos a certeza de como esse nascimento ocorria antes de ser ligado a Perseu.

 

No segundo momento, este animal é emprestado a Belerofonte, para que defronte a Quimera. Os detalhes de toda a aventura divergem entre versões, mas partilham alguns elementos comuns: o mítico cavalo foi obtido com auxílio divino e foi com ele que o herói acabou por conseguir atingir o seu objectivo, mas foi também ele o responsável pela morte dessa figura. Numa parte mais famosas desse mito, o herói tentou que Pégaso ascendesse até ao Olimpo, com a intenção de ver os deuses com os seus próprios olhos, mas pelo seu acto arrogante foi precipitado para sua morte. O cavalo foi colocado entre as estrelas, onde ainda hoje pode ser visto.

 

Esta breve descrição deixa-nos compreender um dos grandes problemas tanto do mito de Pégaso como do de Belerofonte. Se muitas são as fontes que atestam parte da sua trama e os seus elementos basilares até são sobejamente conhecidos, não existe nenhuma obra que nos conte, de uma forma mais alongada, o que terá acontecido. Mesmo a forma como a Quimera é derrotada diverge, só tendo nós a certeza de que o cavalo alado teve um papel importante nessa aventura. Este é, por isso, um mito um tanto ou quanto difícil de seguir, na medida que não sabemos todos os seus contornos originais.

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Deus criou a humanidade; [mas agora os seres humanos] criam Deus. É assim que o mundo funciona - os seres humanos fazem deuses e veneram a sua criação. Seria [mais] apropriado para os deuses que venerassem os seres humanos!

Fonte: Evangelho de Filipe

 

Um curioso exemplo dos muitos segredos que os evangelhos gnósticos ainda nos escondem. A ideia não é nova - já aparecia em filósofos gregos muitos séculos antes, como cá foi discutido - mas a simplicidade da forma como este autor (que dificilmente terá sido Filipe) mereceu ser deixada por cá.

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A teoria heliocêntrica do nosso sistema solar é normalmente atribuída a Nicolau Copérnico, em inícios do século XVI, mas algumas fontes da antiguidade já tinham conhecimento dessa hipótese. Aristarco de Samos é referido numa das obras de Arquimedes como tendo postulado a teoria de que o sol e as estrelas se encontravam fixos e apenas a Terra girava em redor do primeiro. Também parece ter apoiado a ideia de que as estrelas eram sóis que estavam muito distantes.

 

Sabemos (hoje) que este autor estava correcto, mas poucos foram os autores da Antiguidade que lhes prestaram essa devida atenção. Só Copérnico, muitos séculos mais tarde, voltaria a essa ideia, popularizando-a de uma forma tão significativa que hoje lhe atribuimos essa (re)descoberta, como se fosse algo de totalmente novo.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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