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Íbico foi um famoso poeta da Antiguidade, mas uma pequena história (provavelmente fictícia) conta-nos as condições em que teve lugar a sua morte.

 

Quando Íbico ia numa estrada foi atacado por ladrões e deixado a morrer. Olhando os céus, o poeta viu alguns grous e pediu-lhes que vingassem a sua morte. Alguns dias depois, num teatro a céu aberto, surgiram alguns grous, levando um homem, naturalmente muito preocupado, a gritar "Os vingadores de Íbico estão aqui!". Claro que foi rapidamente capturado, confessando o seu crime e divulgando a identidade dos seus companheiros, fazendo com que todos os perpetradores pagassem pelo seu crime com a morte.

 

Terá Íbico realmente sido vingado pelos seus amigos alados? É uma questão que fica - não temos quaisquer provas a favor ou contra esta versão dos acontecimentos.

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Ismena (ou Ismênia) é irmã de Antígona, particularmente famosa de uma peça de Sófocles. Mas se o destino dessa sua irmã é muito bem conhecido, o que terá acontecido a esta outra filha de Édipo? Não há qualquer menção a isso nas versões mais famosas do mito, mas através de versos fragmentários sabemos que poderá ter sido morta por Tideu, provavelmente aquando do segundo ataque a Tebas.

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O mito de Clitia

14.07.17

Clitia foi uma ninfa que se apaixonou pelo deus Hélio. Se à primeira o deus até pareceu retribuir esse sentimento, depois deixou-a em favor de outra mulher. Clitia acabou por conseguir separá-los, mas nunca recuperou o amor divino; mesmo assim, olhou o deus nos céus durante tempos e tempos infindáveis, acabando por se metamorfosear numa flor que durante o dia contempla sempre os raios do seu eterno amado.

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Sobre a figura de Hebe apenas sabemos que era uma serva dos deuses (sendo posteriormente substituída por Ganímedes), e que casou com Héracles quando este se juntou aos divinos olimpianos. Salvo estes depois pequenos eventos, é uma figura essencialmente ausente das tramas mitológicas.

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O cavalo alado Pégaso é talvez uma das figuras mais famosas da mitologia grega, sendo portanto um pouco inexplicável que a sua história nunca cá tenha sido recontada antes. Para corrigir esse esquecimento, aqui fica ele.O mito de Pégaso pode ser dividido em dois momentos principais.

 

O primeiro deles liga-o a Perseu, sendo-nos dito que quando este herói cortou o pescoço da Medusa, do sangue desta nasceu o cavalo voador. Curioso é o facto de ele não ter qualquer espécie de influência nesse mito. Parecerá um pouco estranho, não fosse o facto de sabermos que essa é uma adição tardia ao mito, com algumas versões ainda a relacionarem esta criatura com algumas fontes; contudo, já não temos a certeza de como esse nascimento ocorria antes de ser ligado a Perseu.

 

No segundo momento, este animal é emprestado a Belerofonte, para que defronte a Quimera. Os detalhes de toda a aventura divergem entre versões, mas partilham alguns elementos comuns: o mítico cavalo foi obtido com auxílio divino e foi com ele que o herói acabou por conseguir atingir o seu objectivo, mas foi também ele o responsável pela morte dessa figura. Numa parte mais famosas desse mito, o herói tentou que Pégaso ascendesse até ao Olimpo, com a intenção de ver os deuses com os seus próprios olhos, mas pelo seu acto arrogante foi precipitado para sua morte. O cavalo foi colocado entre as estrelas, onde ainda hoje pode ser visto.

 

Esta breve descrição deixa-nos compreender um dos grandes problemas tanto do mito de Pégaso como do de Belerofonte. Se muitas são as fontes que atestam parte da sua trama e os seus elementos basilares até são sobejamente conhecidos, não existe nenhuma obra que nos conte, de uma forma mais alongada, o que terá acontecido. Mesmo a forma como a Quimera é derrotada diverge, só tendo nós a certeza de que o cavalo alado teve um papel importante nessa aventura. Este é, por isso, um mito um tanto ou quanto difícil de seguir, na medida que não sabemos todos os seus contornos originais.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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