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Este poema de Chaucer apresenta-nos um sonho do seu autor, no qual lhe aparecem o antigo deus do amor e Alceste, figuras que o instam a escrever sobre a virtude das mulheres, já que, como ele próprio nos conta, anteriormente tinha escrito sobre elas de uma forma menos boa. Essa é uma tarefa que empreende após acordar, falando dos amores de figuras históricas e mitológicas como Cleópatra, Dido de Cartago e Medeia.

 

Se em termos de mitologia o texto nem nos apresenta algo de muito notável - o autor assenta muito nas "Epístolas das Heroínas" de Ovídio - há pelo menos um elemento curioso no mito de Teseu. Quando Ariadne refere ao herói como este poderá derrotar o Minotauro não é feita qualquer referência à hedionda forma do monstro, mas é aconselhado ao grego que coloque uma bola na boca do seu opositor, de forma a que este não o pudesse atacar com a boca. Não se tratará de uma corrupção do novelo que o herói usa para escapar do labirinto, que só é mencionado mais à frente, mas de um elemento totalmente novo que não me recordo de ter visto em qualquer referência clássica ao mito.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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