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Dizem-nos as histórias que num dado dia a viajante Sibila de Cumas se encontrou na corte de Tarquínio, o último rei de Roma. Dos nove livros que tinha em sua posse, ofereceu-os ao monarca por uma soma avultada (curiosamente, a história não nos preserva quão elevada seria...), mas este rejeitou comprá-los. Então, a Sibila atirou três deles para o fogo e propôs que Tarquínio comprasse os seis restantes ao mesmíssimo preço. Pela segunda vez o monarca rejeitou essa proposta, e pela segunda vez a viajante destruiu três dos volumes que tinha em sua posse. Finalmente, a desconhecida ofereceu os três últimos livros pelo preço original. Inesperadamente, Tarquínio acabaria então por comprá-los - são os Livros Sibilinos, famosos da cultura e religião romana - enquanto que essa Sibilia desapareceu misteriosamente, para nunca mais ser vista pelos homens.

 

Muito se poderia escrever relativamente a este pequeno mito, mas os seus mistérios são maiores do que a informação que ele nos revela. Está envolto na neblina dos tempos, surgindo numa espécie de vácuo histórico e mitológico cujos contornos estão aqui representados. Seja quem tiver sido essa Sibila, os livros que supostamente vendeu a Tarquínio acabaram por se tornar de extrema importância na religião romana, mas também foram perdidos nos primeiros séculos da nossa era, fruto de dois incêndios.

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