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Em quatro livros e como o seu próprio título indica, esta obra de Opiano aborda o tema da caça. O primeiro é uma introdução à caça, os dois seguintes são sobre os animais, enquanto que o quarto explica como caçar algumas dessas espécies. Não o faz para todas - por exemplo, o autor nunca explica como capturar uma girafa ou uma avestruz - mas somente para as mais previsíveis, que ele próprio já parecia ter visto com os próprios olhos, como o leão ou a raposa. Mas, de um ponto de vista mitológico, esta mesma obra tem dois elementos interessantes:

 

- Conta algumas histórias que não conhecemos de outras fontes. Uma delas, por exemplo, é a de um príncipe que perdeu todos os seus cavalos, com excepção de uma égua e seu descendente. Com vista a recuperar a sua manada, decidiu mascarar ambos os animais, untá-los com outro cheiro e tentar que se unissem no acto sexual. Conseguiu fazê-lo, mas mal os animais se aperceberam do que tinham feito, dirigiram-se para uma pedra e bateram com a caça repetidamente, até morrerem. O autor equipara-a à história de Édipo.

 

- Tratando-se de uma obra sobre animais, é curiosa que aqui exista uma inversão de algumas convenções dos poemas épicos. Quando, por exemplo, dois touros se preparam para o combate e arrastam um pouco de chão com as patas dianteiras, o autor equipara-os a dois lutadores que se preparam com areia.

 

Apesar destas características é uma obra um tanto ou quanto singular, que apenas apelará a uma audiência muito específica.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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