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Muitas vezes, de livre e espontânea vontade, [a jovem de que nos fala uma história] chegava a alegar doença para fugir às companhias que pudessem levá-la ao pecado, principalmente nas festas, nos folguedos e nos bailes, que são ocasiões para excessos. Como se vê, são essas coisas que tornam as crianças maduras e atrevidas antes do tempo, o que constitui um perigo. Afinal, as meninas podem esperar um pouco, deixando para perder o acanhamento quando se casam.

(...)

Pais e mães, não importa quantos filhos tenham, é seu dever vigiar a todos enquanto estiverem sob a sua custódia. Cuidem para que não se percam, nem por seu mau exemplo, nem por sua negligencia em castigá-los. Se assim não agirem, asseguro-lhes que irão pagar por isso. Quando o pastor é mole e descuidado, o lobo encontra muitos cordeiros e ovelhinhas para dilacerar.

Fonte: Contos da Cantuária, tradução de Paulo Vizioli

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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