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Na sua Cronográfica João Malalas (ou Malelas) conta-nos a história do mundo desde o seu início até ao próprio tempo de vida do autor, por volta de 550 d.C. . Tanto o início como o final da obra estão parcialmente perdidos, mas no contexto deste espaço é de alguma importância os primeiros livros da obra; segundo outras fontes nele baseadas, a obra de Malalas começava com a criação do mundo segundo o Antigo Testamento, prosseguindo depois com as histórias que se seguiam a este evento.

 

Muitos outros autores criaram obras semelhantes, mas o que esta tem de especial é o facto de proceder a uma cristianização dos muitos mitos gregos. Zeus, por exemplo, torna-se Pico Zeus, um rei do qual vão nascendo um grande número de heróis, todos eles somente humanos, que vão povoando a obra através de uma humanização das aventuras mitológicas. Poderia ser uma boa ideia para a sua audiência, agora já crescentemente cristã, mas essa adaptação nem sempre é feita da melhor forma, como podemos constatar no caso da morte de Perseu, de que já falámos antes (ver aqui); se à cabeça da Medusa é, inicialmente, retirada qualquer elemento mágico, no momento fulcral do mito, e sem qualquer explicação, esta torna-se novamente capaz de transformar, por magia, as pessoas em pedra.

 

Estes elementos, apesar de imperfeitos, tornam esta uma obra interessante para o estudo dos mitos gregos e latinos num período mais tardio, mas também importantes para o estudo dos eventos que tiveram lugar durante o tempo de vida do próprio autor, em que a obra se torna mais detalhada.

Creio que não existe em Português, pelo que a edição consultada foi a inglesa de Jeffreys e Scott (1986).

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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