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Um dos aspectos mais complexos da religião, e da cultura, grega e latina é a existência dos daemones, e a função desses diversos tipos de seres invisíveis. Era sistemática? Era uma ideia que cada autor usava como queria e como bem entendia? É um tema muitíssimo difícil, até devido à falta de literatura a ele relativa, mas Sérvio, o mesmo que aqui foi referido anteriormente, também dizia, sobre os manes, algo de curioso.

 

Segundo, então, este autor (e recorde-se, não é, obrigatoriamente, uma ideia que outros partilhem), quando alguém nascia eram-lhe associados dois manes, um do bem e outro do mal. O primeiro levava-nos a fazer coisas boas, enquanto que o segundo tinha a função oposta. Depois, e após a morte, seríamos julgados, e é através da influência dessas duas figuras que, ou voltaríamos aos nossos corpos (algo aqui visto como uma punição), ou teríamos uma eterna vida de felicidade.

 

Também esta, como muitas das ideias aqui referidas ao longo dos anos, parece ter sido apropriada pelo Cristianismo, e ainda hoje é um elemento comum na ficção moderna, com muitas personagens, em séries de animação, a serem instadas para o bem por um anjinho, e levadas a cometer maus actos por um pequeno diabo.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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