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Mais uma obra de Plutarco, e mais uma que está, também ela, vulgarmente incluída na Moralia. Aqui, o autor dedica-se, num esquema mais dialogado, a explorar um curioso tema, a razão porque que, já na sua altura, alguns oráculos teriam deixado de falar. Se, nessa altura, o famoso Oráculo de Delfos ainda falava - também esse viria a cessar, alguns séculos mais tarde - eram vários os outros que já não tinham a sua função original, e é o porquê dessa alteração, dessa nova ausência de proclamações oraculares, que o autor tenta explicar, aqui.

Não é um texto propriamente fácil de ler, com várias menções bastante obscuras, mas simplificando demasiado a questão o principal argumento do autor parece resumir-se ao facto de, tal como os seres vivos, também os próprios oráculos teriam um tempo de vida, provindo do próprio tempo de vida (que não era infinito, contrariamente ao que se poderá pensar ) dos daemones que a estavam associados. Quando eles cessassem (se é correcto dar essa palavra ao final da sua existência...), com eles cessava também o próprio poder do oráculo, e este calava-se para sempre.

Além deste tema, vários outros, relacionados com oráculos, são também aqui tratados, como a forma como as próprias mensagens eram veiculadas, mas o essencial é, obviamente, o porquê de vários oráculos terem deixado de falar.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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