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Em tempo de Campeonato Europeu, fácil será ligar a televisão e ver duas equipas a jogarem futebol, cada uma delas com as respectivas cores, que facilmente permitem identificá-las. A França, por exemplo, pode hoje ser vista de azul; noutras alturas do ano, o Benfica poderá ser visto de vermelho, o Sporting de verde, o Porto de azul, e assim sucessivamente. Estas cores servem não só para identificar as equipas mas igualmente para identificar os seus apoiantes. O que poucos saberão, ainda assim, é que estas coloridas ideias já provêm dos primeiros séculos da nossa era.

 

Em Constantinopla as competições desportivas eram apoiadas por quatro facções - os Azuis, os Brancos, os Verdes e os Vermelhos - que tinham influência não só no desporto mas também na política. As suas cores, como nos informa Malalas, remetiam-nos para os quatros elementos - respectivamente água, ar, terra e fogo - e também essas equipas, como algumas de hoje, se tendiam a revoltar e causar problemas sempre que as coisas, dentro ou fora "de campo", não corriam como eles desejavam. Terão até sido um misto de factores desportivos e descontentamento político a levar à "revolta de Nika", no ano de 532 d.C. , em que duas das principais facções se uniram numa mesma dificuldade e, durante uma semana, causaram problemas e destruição nessa capital. Seria como se, nos dias de hoje, adeptos do Sporting e Benfica se juntassem e destruíssem Lisboa, até que o exército os parasse. Assim se compreende que as cores desportivas, e os muitos confrontos daí resultantes, são quase tão antigos como as grandes competições desportivas, datando já dos primeiros séculos da nossa era.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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