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Se os dois trabalhos anteriores são sempre mencionados na mesma ordem, já os que se seguem tendem a ocorrer em ordens diferentes mediantes as fontes. Seguindo a versão de Pseudo-Apolodoro, o seguinte era o confronto de Hércules com a Corça de Cerineia. Contrariamente ao que sucedia com os dois opositores anteriores, o objectivo aqui não era tanto o de destruir a criatura mas sim conseguir capturá-la viva, seja por se tratar de um animal dócil ou por ser consagrado à deusa Ártemis, que certamente não permitiria a sua destruição.

 

As versões deste mito parecem apresentar dois elementos consistentes: a corça tinha chifres de ouro e o herói teve de a perseguir por algum tempo antes de a conseguir capturar. Menos comuns são referências ao facto da corça poder ter sido uma figura humana transformada devido à inveja de Ártemis, ou que o herói teve de a ferir para conseguir capturá-la.

 

Hércules e a Corça de Cerineia

 Nesta ânfora do século VI a.C. o herói pode ser visto próximo da corça e flanqueado pelas deusas Atena, à esquerda, e Ártemis, à direita. Parece ter partido um dos chifres do animal; seria este um dos requisitos originais, ou estariam aqui as deusas a apaziguar o herói, dizendo-lhe que bastaria capturar a corça, não havendo qualquer necessidade de a magoar? Não sabemos, já que semelhante episódio parece não ter lugar nas fontes a que hoje temos acesso.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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