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"Morrer a rir"

11.01.18

A fama desta expressão pode levar-nos a uma questão invulgar - será que já alguém morreu a rir? Que verdade existe por detrás da ideia? Infelizmente, se autores como Homero, no livro 18 da Odisseia, ou Terêncio até usam expressões a ela muito semelhantes, parecem fazê-lo de uma forma que é exclusivamente metafórica, um puro exagero com o objectivo de indicar que alguém se riu bastante.

Nas obras que investigámos parecem ter existido pelo menos duas figuras da Antiguidade que morreram a rir - o pintor Zeuxis, depois de uma velhota lhe ter pedido para ser o modelo por detrás de um retrato de Afrodite, e o filósofo estóico Crísipo, após ver um burro a comer figos (acção que até pontuou com uma piada, "agora dêem-lhe também algum vinho"). Por isso, se até pode existir um caso bem real por detrás de toda a expressão, esta parece ter tido, como ainda hoje, uma essência figurada.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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