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O mito grego de Pirra e Deucalião é particularmente famoso por conter a referência a um dilúvio semelhante aos de histórias como as de Gilgamesh e Noé. No seu cerne conta-nos que Zeus, cansado dos constantes erros da humanidade, decidiu destruir tudo o que existia por meio de uma enorme cheia, poupando exclusivamente o casal constituído por Deucalião e Pirra em virtude da sua devoção religiosa. Depois dessa destruição os animais foram (magicamente?) recriados da própria terra, enquanto que os seres humanos tornaram a nascer de pedras lançadas pelo casal - as atiradas por Deucalião criaram novos homens, enquanto que as atiradas por Pirra geraram novas mulheres.

 

Estes são os elementos básicos do mito, mas é curioso que as fontes que o recontam adicionam, aqui e ali, outras informações, como a possibilidade do casal também ter levado alguns animais consigo, ou ter escapado num enorme barco, fazendo com que a história se assemelhe ainda mais ao nosso famoso dilúvio de Noé.

 

Face às semelhanças dessas diversas histórias, somos sempre levados a perguntar se teriam alguma fonte comum. Será que existiu, em tempos muito antigos, um dilúvio de proporções quase inimagináveis, depois preservado pelas diversas culturas nas suas histórias particulares? Muitas são as evidências de que isso até possa ter acontecido, mas não podemos ter a certeza absoluta. Pelo sim, pelo não, mais vale termos algum cuidado com os efeitos do aquecimento global...

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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