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Aquando do casamento de Júpiter com Juno, todos os seres vivos e todos os deuses foram convidados. Todos eles compareceram ao evento, com excepção de Quelone, que, por alguma razão, preferiu ficar em casa. Então, Mercúrio fez descer uma enorme torrente contra a casa dessa mulher, empurrando-a para o mar. Depois, o mesmo deus transformou-a numa tartaruga, para sempre ligada ao local onde vivia.

 

Muito se poderia escrever sobre este mito em particular, mas optando por um caminho mais simples, podemos aqui constatar uma ideia patente em diversos mitos da Antiguidade, em que a punição por um dado acto surge intimamente ligada a algum aspecto da própria figura que a sofre. Outros exemplos dessas ligações podem ser vistos, por exemplo, em parte do mito do Rei Midas (em que um mau julgamento acabaria por dar orelhas de burro ao famoso monarca), ou no mito de Aracne, em que uma jovem se vangloria da sua perfeição na arte de bordar, desafia a deusa Atena para uma competição, e acaba transformada numa aranha.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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