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O Terceiro Mitógrafo do Vaticano distancia-se dos anteriores, já cá falados anteriormente, pelo facto da sua preocupção não ser a de recontar mitos, mas sim a de moralizar e explicar muitos dos elementos mitológicos da Antiguidade. Assim, se os dois anteriores podiam ser caracterizados pelo largo número de histórias que contavam, já este foca-se em menos temas (cerca de 15), mas dá um tratamento muito alongado a cada um deles, falando dos deuses, de Hércules, de Perseu, e das histórias do zodíaco, enquanto justifica e interpreta diversos mitos associados a cada um deles.

 

Contudo, se as duas obras anteriores eram ligeiras, de fácil leitura, já esta explora essas histórias dos deuses e heróis de uma forma tão enfática que se torna de difícil leitura, quase entendiante. Ao falar do deus dos Infernos, por exemplo, o autor aborda diversas concepções da vida e da morte na Antiguidade, que não deixam de ser interessantes, mas que pouco têm a ver com o próprio deus, e com os mitos a ele associados. Repetidamente, o autor pega em histórias que, muitas vezes, até são simples, e explora-as a um ponto que, uma e outra vez, o levam a ter de dizer "mas voltando ao nosso tema", tal é o afastamento do tema principal que, entretanto, acaba por atingir.

 

Para terminar, uma pequena menção à autoria desta obra, que é um pouco mais complexa que a das obras anteriores. Se o texto não aparece assinado, a sua autoria parece ter sido "descoberta" há já alguns anos, mas, tanto eu como alguns colegas, estamos cépticos em relação a essa ténue "identificação". Portanto, é melhor ver este texto como anónimo, mas ficando, também, a referência à "desoberta" de uma possível autoria.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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