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Hoje fui confrontado com uma questão que achei que não podia ignorar, quando alguém se perguntou "Onde ficava Tróia?", referindo-se, sem dúvida, à Tróia dos poemas de Homero.

 

De uma forma muito simples, eu poderia, simplesmente, dizer que não sabemos onde ficava a Tróia de que nos fala Homero. Mesmo na Antiguidade, muitos já eram os autores que debatiam esse tema, e se muitos foram aqueles que davam as suas opiniões, parece-me também que não existia nenhuma opinião totalmente convicente, a que todos eles aderissem de uma forma una.

 

Agora, se num século muito mais recente Heinrich Schliemann "descobriu" (as aspas são intencionais) Tróia, essa é uma possível "descoberta" cujo caminho não é simples, e que pode ser explorado na sua obra Troja und seine Ruinen (em Português, algo como "Tróia e as suas ruínas"). Caberá ao leitor, com base no conteúdo da mesma, avaliar se os argumentos de Schliemann são convincentes, ou se apenas serviram para esse autor ver o que queria ver. Se nos poderá parecer, à primeira vista, que essa segunda opção é a mais lógica, ao mesmo tempo também não podemos descurar o facto de, nessa sua obra, o autor tirar várias elações que fazem muito sentido, muito mais sentido do que poderíamos pensar antes de a ler.

 

Serão, então, a Tróia de Schliemann, localizada na turca Hisarlik, e a de Homero, uma só? Essa é uma questão à qual eu dificilmente saberia responder, mas convido todos os interessados no tema a lerem a obra de Schliemann e, com base no que ela lhes disser, formarem as suas próprias conclusões.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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