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Uma das sequências do Cronógrafo de 354 apresenta-nos uma pequena crónica da cidade de Roma. Poderia parecer-nos natural a referência a diversos prodígios que foram tendo lugar ao longo dos séculos - como o caso de uma porca que, no reinado de Lúcio Vero, deu à luz um elefante - mas tais factos até se tornam credíveis face a dois relatos de homens que comiam bastante, como veremos.

 

O primeiro deles surgiu no reinado de Nero. Alexandrino de nacionalidade, este Harpocras comeu uma porca selvagem, uma galinha viva (com penas), 100 ovos, 100 pinhas, vidros partidos, uma vassoura, quatro guardanapos, uma leitoa, um conjunto de feno, entre outras coisas e... ainda ficou com fome!

Um segundo homem, tão singular como o primeiro, surgiu no reinado de Alexandre Severo. De nacionalidade italiana mas de nome desconhecido, comeu uma caixa, alfaces, uma caixa de sardinhas (presume-se que vazia), 10 sardinhas, 70 melancias, uma vassoura, quatro guardanapos, quatro pães grandes, uma (outra) caixa, um cardo com espinhos, além de beber bastante, e... ainda parecia ter fome!

 

Qual seria a história destes dois desconhecidos, a que o texto chama "polífagos"? Seria mesmo isto verdade, ou uma qualquer piada cujo verdadeiro sentido se perdeu com o tempo?

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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