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O roubo do fogo por Prometeu é um dos mais famosos mitos gregos, estando bem representado na obra de Hesíodo. Porém, Íbico adiciona-lhe um episódio pouco conhecido - segundo este poeta, quem reportou o roubo do fogo recebeu, em troca, uma droga que permitia o rejuvenescimento. Esta foi depois colocada, juntamente com o resto da carga, no dorso de um burro.

Estando um período de grande calor, este animal acabou por parar perto de uma pequena fonte, altura em que uma cobra o tentou atacar. Para preservar a sua própria vida, deu-lhe então o líquido mágico, numa espécie de troca - o burro teve a sua água e a cobra passou a "perder" a sua idade, mas também começou a ser provida de uma mordedura que causava uma sede intensa.

 

Esta história não faz parte da versão original do mito, parecendo ter sido escrita para justificar a invulgar capacidade de uma espécie de cobra a que os antigos chamavam dipsas.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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