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Muitas são as aventuras, tanto literárias como cinematográficas, dos nossos dias em que os heróis procuram um grande tesouro, apenas para o encontrarem protegido por alguma criatura, tipicamente um dragão. Mas de onde vem essa invulgar ideia, e porque razão estaria uma tal criatura a guardar um tesouro - durante dias, meses, anos, séculos?

 

Para quem estive curioso, a ideia vem de uma das fábulas de Fedro. Segundo este autor, num dado dia uma raposa escavou um buraco e encontrou-se no antro de um dragão. Rodeada pelos maiores tesouros, perguntou-lhe então sobre as circunstâncias da caricata situação, sobre o porquê de ele se encontrar num tal lugar. O dragão respondeu-lhe que Jove (i.e. Júpiter) a isso o destinou, antes da visitante o criticar por ter acesso a uma tão imensa fortuna mas nunca poder tomar proveito dela.

 

A moral por detrás desta fábula é simples de descortinar, mas a sua trama parece ser uma das primeiras referências aos dragões guardarem tesouros, e à razão para tal - fazem-no por a isso estarem destinados, na natural ordem das coisas. Era, para Fedro e como o voltará a ser para autores posteriores, pura e simplesmente o seu destino, aquilo para que tinham sido criados, e se a sua forma física ainda não era a nossa (o drakon dos gregos e romanos era pouco mais do que uma forma de serpente), foi esta base que, a longo prazo, levou a episódios como os que hoje tanto vemos na nossa ficção.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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