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Há uns dias foi feita esta pergunta, da razão pela qual os papas mudam o seu nome após a sua eleição; recorde-se, por exemplo, que João Paulo II se chamava antes Karol Wojtyła, que Bento XVI já teve o nome de Joseph Ratzinger, e que aquele que ocupa agora o trono de S. Pedro tem o nome de Francisco, mas já se chamou Jorge Bergoglio. Mas porque têm estas alterações lugar, sabem?

 

Então, o primeiro papa a mudar de nome foi João II, no distante ano de 533 d.C. Segundo nos conta a história ele chamava-se originalmente Mercúrio - como o deus latino - razão pela qual pensou tratar-se de um nome inapropriado para a posição que ia ocupar. Depois, esta alteração foi muito pouco usada até cerca do ano 1009, altura em que surgiu um tal Pietro Buccaporci (algo como "Pedro Boca-de-porco"), que optou pelo nome de Sérgio IV.

Talvez para evitar que um problema semelhante voltasse a alguma vez tomar lugar, os seus sucessores optaram todos por mudar de nome. De facto, se antes os papas até tinham optado por manter os seus nomes (por exemplo, o quarto papa de nome João tornou-se João IV, o segundo Pelágio tornou-se Pelágio II, o terceiro Félix foi Félix III, etc.), depois deste Sérgio IV os papas parecem ter alterado o seu nome, com, por exemplo, Teofiláto a tornar-se Bento IX, ou o hispânico Pedro Julião a tornar-se João XXI, tradição que se manteve até aos dias de hoje.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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