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Quando se atira, por exemplo, uma pedra a um cão, porque é que ele reage da forma que reage? Pode parecer uma pergunta um pouco estranha, mas é uma das questões, uma das mais curiosas, que Plutarco se põe nas Questões Naturais. Para lhe responder, o autor põe-se várias hipóteses:

- O cão, contrariamente ao ser humano, não tem logos, e portanto não consegue perceber quem o está a atacar. Portanto, pensado ser a única coisa que vê - uma pedra - persegue-a e procura vingar-se;

- O cão pensa que a pedra é uma besta, e então tenta capturá-la o mais depressa possível, mas quando entende que foi enganado, só aí ataca o ser humano;

- O cão apenas persegue a pedra por esta lhe estar mais próxima.

Claro que todas estas três hipóteses nos podem parecer demasiado simplistas, mas é precisamente esse o tipo de esclarecimento que também abunda nesta obra de Plutarco, um simplismo quase juvenil, quase como se fossemos fazer todas essas perguntas a uma criança, mas sem que possamos deixar de ter em conta que, em muitos dos casos, o próprio autor está, mais do que a dar a mera opinião dele, a veicular-nos a de outros autores, tais como Heraclito, Platão, Empedocles.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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