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Numa exposição na cidade alemã de Kassel está agora presente um Parténon feito de livros. Foram escolhidos especificamente obras que estão banidas em diversos países, mas, curiosamente, as que estão inacessíveis nesse país (famosamente, o Mein Kampf) não foram incluídas.

 

 

A ideia, apesar de interessante, não é como se esperaria - os livros não estão empilhados, mas somente "colados" num estrutura metálica.

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O Monstro de Loch Ness, também conhecido por "Nessie", é um dos grandes mistérios dos nossos dias. Há gente que jura por tudo o que existe que o viu, bem como pessoas que dizem tratar-se de um embuste para trazer mais turismo a essa região. O nosso objectivo, aqui, não é falar de nenhuma dessas hipóteses, mas de apontar uma curiosidade bem mais estranha.

 

Segundo nos conta a Vida de São Columba, da autoria de Adomnán, existia um monstro no Rio Ness (ou seja, próximo do famoso loch) que atacava as populações que se aventuravam nesse curso de água. Quando o santo o viu, usou o sinal da cruz e algumas palavras para o afastar, tendo a criatura se afastado sem qualquer alarido.

 

Não sabemos se este terá sido um dos avôs do "Nessie", mas não deixa de ser curiosa, essa associação de uma criatura monstruosa ao local, há já mais de um milénio. Por outro lado, considerar esta evidência como credível também implica, por exemplo, acreditar na possibilidade de uma existência de criaturas como a Hidra de Lerna ou os Pássaros do Lago Estínfalo. Assim, a busca por uma resposta continua...

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A teoria heliocêntrica do nosso sistema solar é normalmente atribuída a Nicolau Copérnico, em inícios do século XVI, mas algumas fontes da antiguidade já tinham conhecimento dessa hipótese. Aristarco de Samos é referido numa das obras de Arquimedes como tendo postulado a teoria de que o sol e as estrelas se encontravam fixos e apenas a Terra girava em redor do primeiro. Também parece ter apoiado a ideia de que as estrelas eram sóis que estavam muito distantes.

 

Sabemos (hoje) que este autor estava correcto, mas poucos foram os autores da Antiguidade que lhes prestaram essa devida atenção. Só Copérnico, muitos séculos mais tarde, voltaria a essa ideia, popularizando-a de uma forma tão significativa que hoje lhe atribuimos essa (re)descoberta, como se fosse algo de totalmente novo.

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Todos aqueles que já tenham visto o filme "Quo Vadis" de 1951 terão visto uma cena em que Nero canta uma breve música:

 

 

Se esta música nada parece ter de notável, a sua melodia provém do Epitáfio de Sícilo, uma das mais antigas músicas que nos chegou preservada de forma completa. Pode ser ouvida abaixo:

 

 

É claro que a letra original nada tem a ver com a cantada por Nero na primeira sequência, mas não deixa de ser curioso que tenham reaproveitado a melodia para o filme, mostrando que quem o produziu sabia bem o que estava a fazer.

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Onfim, também conhecido como Antémio de Novgorod, viveu no século XIII da nossa era. Quando era criança também ele estudou, brincou e fez os seus trabalhos de casa. Isto nada teria de estranho, não fosse o facto de algumas das suas produções terem chegado até aos dias de hoje. Nelas podem ser encontrados alguns exemplos de cópias de textos (a sua fonte era a Bíblia), mas também diversos bonecos que ele fez nos seus tempos livres, em que se representava a si mesmo como uma criatura mitológica, em cenas de batalha ou até com os seus amigos, como pode ser visto abaixo.

 

 

Não é particularmente claro qual das sete figuras seria o seu autor, mas quem o quiser tentar identificar poderá ver outros desenhos de Onfim aqui, em particular nas entradas 199 a 210 (a 206 é a reproduzida acima). Nós pensamos tratar-se do sexto menino, mas estamos abertos a outras possibilidades.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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