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Poderia pensar-se, devido ao seu estatuto, que os deuses gregos eram, todos eles, omnipotentes, mas diversas menções nos mais distintos textos permitem-nos ver o contrário. Para dar pois pequenos exemplos, na Ilíada é dito que Zeus era mais forte (fisicamente) que todos os outros deuses juntos, enquanto que nas Metamorfoses Ovídio revela um estranho facto sobre o deus-rio Aqueloo - ele apenas se podia metamorfosear em três formas distintas (humana, cobra e touro), mas parece saber que outros deuses tinham capacidades de transformação muito maiores.

 

Se, então, lhes quisessemos aplicar uma ferramenta famosa do Cristianismo e perguntar "Poderão os deuses criar uma pedra tão grande que eles próprios não consigam levantar?", a resposta seria positiva. Os deuses gregos não eram omnipotentes nem omnipresentes, como os mais diversos mitos nos permitem notar.

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Uma notícia recente (pode ser lida em Inglês aqui) indica que o Manuscrito Voynich, um dos poucos manuscritos que existem escritos numa linguagem "estranha", foi finalmente descodificado. Mas será verdade? Teremos de aguardar para ver.

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A corrida entre uma lebre e uma tartaruga, extremamente famosa das fábulas de Esopo, é ainda hoje conhecida por todo o mundo. Por isso, quem nunca se interrogou sobre a verosimilhança desse mítico confronto? Quem nunca se interrogou se é mesmo possível uma veloz lebre ser derrotada por uma lenta tartaruga? Hoje, mostramos a resposta, porque, como diz a sabedoria popular, "uma imagem [ou, neste caso, um vídeo] vale mil palavras".

 

 

Porém, fica também uma pequena questão - o que terá acontecido à tartaruga? Terão existido outras corridas após esta famosa vitória?

 

 Fontes

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Quando, nos primeiros séculos da nossa era, os autores cristãos se insurgiram contra as crenças das religiões pagãs, apontavam essencialmente uma grande falha nesses antigos cultos - os deuses (de Zeus e Hércules, passando por Baco, Mitras e incontáveis outros) nada tinham de divinos, eram apenas meros mortais que, após a morte e em virtude das suas boas acções em vida, tinham ficado imortalizados na memória dos homens. O tema já aqui for abordado diversas vezes, mas... inesperadamente, nessa sua refutação os mesmos autores também estavam a perpetuar uma outra ideia, a do herói enquando figura civilizadora, na medida em que estes trouxeram uma simbólica luz ás trevas da humanidade.

 

 

Recentemente, essa ideia pôde ser vista no filme Moana da Disney (parcialmente reproduzido acima), em que o semi-deus polinésio Maui relata os vários benefícios que trouxe à humanidade. É um momento curiosamente inesperado, mas num contexto dos mitos provindos da (nossa?) Antiguidade devemos apontar que o mesmo também se pensava em relação a figuras como Hércules, Apolo ou Thoth. Todos eles tinham trazido "algo" de bom, desde a destruição de monstros que habitavam em lugares obscuros à criação das letras. Os autores cristãos nunca negam isso, mas dizem que venerar essas figuras nada tinha de positivo, na medida em que elas agora já nada podiam fazer para ajudar a humanidade. Mais do que pretender o esquecimento total dessas figuras, queriam era remover a sua função religiosa, tornar a fazer dessas figuras meros homens. E, de alguma forma, conseguiram-no - os Ulisses de Dante ou de James Joyce já não são as mesmas figuras que entravam nos versos de Homero e de Ovídio, mas uma mera sombra do seu papel original.

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 Apesar de estar em inglês, este pequeno desenho captura bem a ideia da história da religião até aos nossos dias.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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