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Começa aqui um período de algumas semanas em que irão ser abordados, mais consistentemente, alguns provérbios da Antiguidade que, em grande parte, ainda são usados em Portugal nos nossos dias (se alguém souber do uso destes provérbios no Brasil, por favor deixe algum comentário a indicá-lo). Se a "Vingança de Neoptólemo" nem é um deles - de facto, pensamos que poucos ainda saberão a história desse herói - pareceu-nos que nada melhor do que um mito e um provérbio a ele associado para iniciar toda a sequência.

Na imagem acima pode ser vista uma das versões da morte de Príamo, segundo a qual este rei teria sido agredido até à morte com o corpo do próprio neto. Como se esta cena não fosse suficientemente horrenda (de facto, não ocorre tão cruelmente em nenhuma das fontes literárias que nos chegaram), Neoptólemo ignora todos os pedidos de clemência do rei e mata-o sobre o altar de um deus (frequentemente Zeus, mas varia). Tal abominação não poderia ficar sem uma qualquer espécie de punição divina. Por essa razão, quando mais tarde o mesmo herói foi a Delfos, acabou por ser morto da mesma forma que tinha morto Príamo, no altar do deus Apolo - a identidade do seu assassino já parece divergir, sendo um dos mais famosos provavelmente Orestes.

 

A "vingança de Neoptólemo" remete-nos então para uma ideia central do mito - que o culpado de um crime grave possa vir a sofrer na pele esse mesmo crime.

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Foram feitas algumas pequenas actualizações estéticas neste espaço, e aproveitamos para informar que também já estamos disponíveis no Twitter, aqui:

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Faleceu, a noite passada, a Professora Maria Helena da Rocha Pereira (link). Ficam os nossos mais sinceros pêsames.

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Uma expressão muito procurada neste espaço refere-se a "mitos gregos desconhecidos". E publicaríamos de bom grado algo sobre isso, mas como é suposto que consigamos falar de algo que é desconhecido? Talvez seja um dos grandes problemas da pesquisa em motores de busca, só descobrem o que pode realmente ser encontrado na internet. Fica, por isso, apenas uma promessa continuada - se encontrarmos mais mitos "desconhecidos" iremos deixá-los por cá, como de costume!

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Uma tradução integral das Quilíadas, de Tzetzes, está agora disponível aqui, o que marca a conclusão desta quinta tradução patrocinada por nós.

 

O que dizer sobre esta obra? Seremos mais breves do que devíamos, para suscitar um maior interesse no leitor - era talvez uma das grandes obras sobre Mitologia que ainda não existia traduzida, e o seu grande encanto passa pelo facto do seu autor preservar algumas versões de mitos que desconhecemos de quaisquer outras fontes. Valerá a pena ser lida, nesta tradução em Inglês, quanto mais não seja por essas suas informações invulgares, e esperemos que gostem desta espécie de prenda natalícia.

 

Fica também uma despedida, a de um colaborador e amigo cujo grande objectivo foi o de assegurar que esta tradução chegava mesmo a bom porto, e que já há muito tinha tomado esta decisão de se retirar. Boa sorte e obrigado por todos estes anos.

 

E, para todos os leitores, ficam os votos de um Bom Natal!

Primeira Árvore de Natal

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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