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Recentemente foi cá pesquisada uma questão invulgar - "Poseidon pegava almas com o tridente?". Posto de uma forma muito simples, não, o deus grego não o fazia. Na Mitologia Grega não existe qualquer tipo de ligação entre este deus dos mares e as almas dos mortos, sendo estas últimas mais ligadas a Hades, deus dos mortos, por razões óbvias. Mas então, de onde terá vindo essa pergunta?

 

Bem a figura cristã do diabo tende a ser representada com um tridente nas mãos em virtude de se tratar de uma criação fictícia que nasceu da fusão de vários elementos pagãos, entre eles o instrumento guerreiro que Poseidon costumava carregar. Depois, ao longo dos séculos, foram-lhe sendo associadas novas características que nem sempre têm qualquer espécie de fundamento bíblico, como o facto de ele capturar almas de uma determinada forma. Assim se chegou, a longo prazo, à figura do diabo como a temos hoje em dia. Sobre alguns dos aspectos desta criação e evolução pode ser lida, por exemplo, a obra The Origin of Satan: How Christians Demonized Jews, Pagans, and Heretics, de Elaine Pagels.

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A figura de Anteu, filho de Gaia, é maioritariamente conhecida do seu confronto com Hércules. O herói tentou derrotá-lo durante um dos seus famosos trabalhos, apenas para compreender que este inimigo era absolutamente invulnerável enquanto tocava o chão. Assim, levantou-o no ar e matou-o numa espécie de abraço fatal.

 

Este é um mito famoso, mas também aqui deixamos um outro, bem menos conhecido - segundo uma das Odes Píticas de Píndaro, Anteu era rei e teve um filha. Tendo por base o mito de Dánao, decidiu oferecer igualmente a mão desta a quem conseguisse ganhar uma corrida. Pouco mais sabemos sobre esse outro mito, não sendo sequer claro se as duas figuras eram uma só, apesar de estarem ambas ligadas à Líbia.

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Fazendo hoje cem anos das aparições de Nossa Senhora na cidade portuguesa de Fátima achámos que poderíamos escrever um pouco sobre o tema. De uma forma muito simplificada, diz-nos a história (se verdadeira ou não, é uma questão de fé) que Nossa Senhora, a mãe de Jesus Cristo, apareceu a três pastorinhos. Não nos cabe a nós julgar a veracidade dessas aparições, mas é indisputável que Lúcia Santos, Jacinta e Francisco Marto creram ter visto a mãe de Cristo e acreditavam que esta, ao longo de alguns meses, lhes transmitiu algumas mensagens.

 

Porém, situações como essas nada têm de novo. Uma vez, quando Atenas ia ser atacada por um qualquer invasor, Artémis e Apolo apareceram e afugentaram os opositores. Cícero menciona que em algumas batalhas da sua época os dois gémeos divinos, Castor e Pólux, foram vistos a combater entre as fileiras romanas. Contam-nos também algumas crónicas que Apolónio de Tiana uma vez se transportou, magicamente, de um local em que estava para um navio em pleno mar. E se aparições de Jesus fora do Novo Testamento são pouco comuns, várias são as aparições de alguns santos, com o caso específico da Virgem Maria a ser particularmente frequente.

 

A que se devem todas estas aparições? Alguns autores até as atribuem a períodos de grande stress societal, mas... é tudo uma questão de fé.

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Os vários mitos que temos dizem-nos que Rómulo, um dos fundadores de Roma, não morreu. As circunstâncias do seu  desaparecimento terreno divergem entre as versões, mas surge frequentemente a ideia de que algo menos correcto possa ter acontecido a este herói. É nessa sequência que aparece a breve figura de Próculo Júlio, um simples homem a quem Rómulo apareceu e a quem, agora sob o novo nome de Quirino, revelou a sua divinização, afastando todas as dúvidas que existiam em relação ao seu destino.

Se bem que curto, o papel deste homem foi fulcral para apaziguar os ânimos da população!

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fonte
Será que também nós não cairíamos no truque dos Aqueus?

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.



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