Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Segundo esta história Timárion era um homem como nós. Um dia, ao vir para casa depois de um festival religioso cristão, sentiu-se mal, adoeceu e apesar dos esforços dos médicos da altura, durante essa sua viagem de regresso a casa acabou por morrer, mas... somente por engano.

 

Como será isso possível? Bem, é essa a trama desta obra impossivelmente atribuída a Luciano da Samósata. Segundo ela, quando Timárion estava doente pareceu perder toda a sua bílis, que se pensava ser um dos quatros elementos necessários à vida, e então as figuras incumbidas de levar os mortos para a sua morada final apoderaram-se da sua alma, levanda-a para o devido julgamento no reino de Hades. No entanto, estavam erradas - este herói, afinal de contas, não tinha perdido a sua bílis, mas algo que apenas se assemelhava a esta, gerando a confusão que levou à sua morte.

Timárion é então defendido em tribunal por um antigo conhecido, ganha o seu caso (mostrando que este não era um tribunal português, onde absolutamente nenhuma prova de vida o traria de volta), e é levado de volta ao reino dos vivos, onde depois reconta a um amigo tudo aquilo que viu durante o seu tempo de suposta morte.

 

Este é um texto interessante, muito provavelmente do período bizantino, que goza um pouco com outras concepções do mundo dos mortos, adicionando-lhes também alguns elementos cristãos. A visão que apresenta é até consistente com a das sátiras de Luciano, mas muitos são os elementos que tornam impossível essa sua autoria. Como este nem é um texto muito longo, fica o convite para que seja lido por todos aqueles que queiram uma leitura menos vulgar.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog