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São várias as criaturas que, nos mitos gregos, recebem o nome de "Lâmia", mas Dion Crisóstomos, ao falar de uma criatura da Líbia com algumas das características desta (e cujo nome não refere), refere o tronco e face de uma mulher, bem como a parte inferior semelhante a uma cobra.

Primeiro, Dion descreve a própria criatura, e usa-a como um exemplo da importância de não cedermos a alguns vícios, sob pena de, atraídos pelo belíssimo corpo femino da Lâmia, sermos comidos por ela.
Segundo, conta uma pequena história em que, apesar de um dado rei ter morto muitas dessas criaturas, algumas escaparam e causaram bastantes problemas, algo que o autor interpreta como, novamente, uma referência aos vícios, em que a supressão de alguns levaria a um aumento dos outros, algo que deveríamos igualmente temer.
Em terceiro, e último lugar, conta uma parte adicional do mito, que não moraliza, mas em que uma dada Lâmia teria sido capturada, levada para a cidade, e dois jovens, confundindo-a com uma prostituta e aproximando-se dela, foram atacados, tendo um deles sido comido.

A moralização da terceira parte, essa, fica então para quem desejar pensar no tema, porque para citar um provérbio bem português, "para bom entendedor meia palavra basta".

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e dois anónimos interessados nestes temas.


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