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Esta não é uma história bíblica, até porque nada sabemos da vida de Judas Iscariotes antes da sua associação com Jesus Cristo. A fonte é um poema, creio que de finais do século XIV, chamado Tito e Vespasiano:

 

Conta esta história que antes de Judas nascer a sua mãe teve um sonho em que lhe foi revelado que o futuro filho seria a ruína de toda a humanidade. Acabou por abandoná-lo. Judas foi posteriormente adoptado por uma rainha da (imaginária) ilha de Sicária; quando um irmão lhe contou a verdade desta adopção, matou-o e fugiu para Jerusalém. Juntando-se à corte de Pilatos, foi-lhe pedido que obtivesse umas maçãs; para atingir esse objectivo matou um homem que era o seu verdadeiro pai; e, curiosamente, Pilatos casa-o também com a verdadeira mãe. É esta que lhe revela que abandonou o filho, ou seja, o próprio Judas... levando-o a arrepender-se das suas acções e juntando-se ao séquito de Jesus.

Segue-se uma informação curiosa: foi Judas que avaliou o unguento usado por Maria Madalena em 300 moedas; e quando não foi possível vendê-lo, traiu Jesus por 30 moedas. A história prossegue como bem sabemos.

 

Esta é uma quase-repetição do mito de Édipo, mas mesmo na sua versão original (que pode ser lida parcialmente aqui) tem uma trama que faz muito pouco sentido. Apresenta-nos uma justificação para o comportamento de Judas, uma quase tentativa de lhe dar o pior passado possível, mas nada mais que isso. É uma história estranha, aqui mencionada devido exclusivamente ao quão invulgar é.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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