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Sim, porque verdade seja dita eu já tinha algumas saudades de fazer uma coisa destas.

Visto que grande parte das versões do mito apresentam Orfeu como um tocador de música e ainda como filho do próprio deus Apolo, a nossa mente irá facilmente associá-lo a mais uma daquelas míticas e figuras com uma beleza fora do normal. No entanto, isto pouco ou nada interessa no caso em questão, com os dotes musicais da personagem em questão a aparecer-nos como o principal do mito.
A sua extrema perfeição no acto de tocar lira era considerada como tendo mesmo a capacidade de mudar o imutável, uma provável metáfora para a capacidade da humanidade mudar todo o seu ambiente através do uso de instrumentos, não propriamente dos musicais mas através de outras ferramentas.
Ao tocar o seu instrumento para a bela Euridice, este tentava talvez que a sua amada ficasse, também ela, imersa na beleza da sua arte.
No entanto, ao ser picada por uma serpente e levada para um reino ao qual damos hoje uma conotação de sofrimento eterno, dá-nos a sensação que tudo o que é belo terá obrigatoriamente um final cruel, em todas as suas vertentes.
Sobre a descida ao temível reino de Hades, num primeiro ponto pode-se compreender que o amor é capaz de ultrapassar quase tudo, mas numa análise final e mais cuidada entende-se que nem mesmo o poder lendário deste poderá ultrapassar a letal lei da morte.

Opiniões sobre o mito em questão, alguém as tem?
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Orfeu

11.02.06
Filho da musa Calíope e de Apolo, quando tocava a lira (inventada por ele ou a qual lhe foi dada por Apolo, dependendo da origem do mito) aconteciam coisas miraculosas, como as pedras moverem-se, os animais selvagens ficarem mansos ou mesmo as águas dos rios pararem por completo o seu movimento.
Amava a ninfa Euridice, a qual eventualmente morreu devido a uma picada de serpente, a qual sucedeu ao tentar escapar de um perseguidor. Com uma tristeza profunda, Orfeu pegou na sua lira e dirigiu-se ao reino de Hades, usando mesmo a sua música para convencer o barqueiro Caronte a deixá-lo passar e mesmo a adormecer o lendário monstro Kerberus, finalmente contactando com o deus regente desse reino. A música tocada por Orfeu perante este foi tão bonita (mas triste) que o próprio Hades chorou, e com o apoio da sua mulher, Perséfone, deu autorização a que o tocador de lira levasse a sua amada de volta para o mundo dos vivos.
No entanto, foi-lhe dito que não poderia olhar para ela, que o seguiria, até que atingisse um ponto iluminado pela luz do sol. Quando este estava perto da saída do temível reino, já com a luz do sol a ver-se ao final do caminho, pensou em verificar se ela o seguiria ou não. Teve ainda um mísero tempo para a ver transformar-se num espectro da sua forma original, antes de a perder para todo o sempre.
Desesperado, Orfeu nunca mais foi o mesmo. Existem diversas versões relativas á morte deste, sendo algumas das mais famosas aquela em que ele se suicidou ou uma narrando que ao sofreu com esta perda Orfeu mudou por completo toda a sua vida, recusando-se mesmo a olhar para qualquer outra mulher, o que eventualmente levou uma tribo de mulheres selvagens (as Menéades, caso alguém esteja curioso) a despedaçá-lo.
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