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Enquanto estava a procurar umas informações, li alguma informação sobre esta obra, escrita por John Kendrick Bangs . Enquanto que a temática geral da obra nem tem muito a ver com a Mitologia Clássica, é interessante notar a inclusão de figuras e ideais gregos, como a existência de Caronte, responsável pela passagem pelo rio Estige no reino de Hades . É neste mesmo rio que a aventura narrada na obra tem lugar, incluindo uma trama na qual aparecem diversas figuras fictícias e históricas.

A obra pode ser lida, de forma gratuita e em Inglês, neste link .

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Já há algum tempo que pensava anunciar esta alteração, mas hoje tive finalmente tempo e disposição para tal. Como é fácil constatar, este blog começou por ser uma mera compilação de informação sobre figuras mitológicas, retiradas de outros locais. Contudo, nos últimos tempos isso deixou de acontecer, por uma razão que será explicada em seguida.

Se um qualquer leitor quiser ler sobre mitos como o de "Eros e Psique", os Trabalhos de Hércules ou mesmo sobre as aventuras de Teseu , existem os mais diversos sites e livros aos quais pode recorrer. Por exemplo, uma simples pesquisa por "Psique" revela dezenas de links diferentes, e este é um dos mitos que é usualmente desenvolvido em muitas obras relativos aos mitos greco-romanos.

Assim sendo, eu acho que não há muito interesse em estar a escrever sobre temas que já estão talvez demasiado abordados. Claro que continuarei a escrever sobre os mitos gregos, egípcios e nórdicos, mas de uma perspectiva que considero mais interessante, ao apresentar não só as suas histórias mas também análises e possíveis interpretações das mesmas, tal como já tem vindo a acontecer nos últimos artigos.

É óbvio que quaisquer mitos ou pedidos de informações serão tratados como anteriormente, mas aparte desses casos pontuais, acho que é certamente mais interessante dedicar este espaço a conteúdos que são mais infrequentes neste género de espaço. Caso alguém discorde desta minha mudança, é obviamente livre de a expressar, e eu tomarei em conta qualquer comentário.

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Outro dia dei por mim a pensar na impossibilidade de efectuar uma divisão temática da Mitologia Greco-Romana. É claro que existem, em termos gerais, infinitas divisões possíveis de seguir, mas não me ocorre nenhuma que permita uma cisão mais geral, possibilitando a colocação de um qualquer mito numa categoria de um pequeno universo. Tais pensamentos levaram-me a uma discussão interna sobre o que é, efectivamente, um mito, e como se poderá defini-lo ...

Segundo o Dicionário Online de Língua Portuguesa, o mito é narrativa fabulosa transmitida pela tradição, referente a deuses que encarnam simbolicamente as forças da natureza, os aspectos da condição humana. Tal definição é claramente consistente com os mitos de Narciso, de Baúcis e Filémon ou mesmo de Pigmalião , entre muitos outros. Contudo, levanta um enorme problema, ao impedir que a vida de Hércules , enquanto história conexa e simples ligação de diversos episódios, seja considerada como um mito. A Guerra de Tróia, por exemplo, partilharia desse mesmo problema.

De acordo com uma outra definição, mito é
tradição que, sob a forma de alegoria, simboliza um facto natural, histórico ou filosófico, algo que considero um pouco fiável.

Contudo, ambas as definições aqui presentes nos levam a uma palavra chave - tradição. Sem a correcta interpretação desta, um qualquer leitor contemporâneo poderia culpar Zeus por um
raio que atinja a árvore em frente de sua casa, historieta que poderia ser considerada, ironicamente, um mito. Assim, entende-se a impossibilidade de considerar um qualquer texto escrito nos dias de hoje como um mito, mesmo que inclua conteúdos similares aos dos textos antigos. Recorrendo ao dicionário anteriormente citado, tradição é conhecimento ou prática que provém da transmissão oral ou de hábitos inveterados.


Voltando à questão inicial, o que é efectivamente um mito? Citando Fernando Pessoa no seu poema "Ulisses", "O Mito é o nada que é tudo"
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Numa busca pela net, encontrei este artigo. Já é uma notícia um pouco velha, mas provida de algum interesse.

Apesar de curiosa, é óbvio que a atribuição deste túmulo ao mítico Orfeu levanta alguns problemas. Tal como a atribuição dos "Hinos Órficos" que lhe é feita, a existência de um túmulo real implica uma existência real deste herói grego, algo que deve ser visto com algum cepticismo.
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Metamorfoses

05.06.07
Nas diversas Mitologias Clássicas são diversos os mitos em que pessoas são transformadas em animais ou, mais frequentemente, em plantas. Apesar de uma tal mudança ser ainda impossível no mundo de hoje, o seu propósito literário é simples.

Em qualquer curso de Mitologia, é sempre referido que a criação de mitos assenta num simples pressuposto, a necessidade da humanidade em compreender e aceitar o mundo que a rodeia. Assim, a existência de diversos animais, bem como plantas e fenómenos terrenos, era justificada através desses mitos, possibilitando aos Antigos uma fácil compreensão de todas essas existências.
O mito de Narciso e de Eco, criação do antigos Gregos, é uma simples evidência disto mesmo. Ao serem punidos pelos deuses, Narciso viria a ser transformado na flor a que hoje dá o nome, com Eco uma ter estranha condenação: apesar de jamais ter a oportunidade de falar em primeiro lugar, teria sempre a última palavra.

Apesar destas figuras parecerem ter, em termos gerais, funções mais decorativas e explicativas do que religiosas, a sua importância não deve ser esquecida. Inicialmente privados de mais complexos métodos de catalogação de espécies e com uma parca compreensão do mundo que os rodeava, os antigos tinham nestas figuras a sua visão do mundo. Existem dezenas, talvez centenas de exemplos possíveis, mas os mitos que apresentam metamorfoses costumam ter um enorme factor comum: por castigo dos deuses, um qualquer mortal era transformado numa nova criatura ou planta.

Através destes detalhes entende-se a importância com que os Antigos viam o seu próprio género, atribuindo a existência de bastantes animais e plantas aos seus congéneres, por via divina.
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De uma forma estranha, devo admitir que este é um tema que me fascina. Contrariamente ao que sucedia na Mitologia Nórdica, com o Ragnarök, e ao carácter cíclico da Mitologia Egípcia, a ausência de um final na Mitologia Greco-Romana é um pouco enigmática.

Em diversos mitos, alguns dos quais já foram por cá referidos, era mencionada a queda de Zeus. Apesar de um tal evento jamais ter ocorrido, é um pouco triste o final que esta mitologia viria a ter. Nenhum mito narra o seu improvável final, mas é hoje fácil de entender o que realmente se passou.

Séculos após o aparecimento de Zeus e das outras entidade gregas, o Cristianismo teria o seu advento. Seguindo a trama já explicitada em artigos anteriores, existiu uma adopção gradual de alguns símbolos greco-romanos por parte da nova religião, com figuras como Apolo a serem associadas a Cristo.

Contudo, esta modificação vai muito mais longe. Muitos outros aspectos Greco-romanos seriam adoptados pela nova religião que, ao ter elementos em comum com as anteriores, teria a sua disseminação facilitada para a propagação ao longo da Europa. Assim, e de uma forma inesperada, é possível entender algumas semelhanças entre Moisés e Poseidon. O próprio Cristo pode ser visto como uma fusão entre Dioniso e Perséfone, com a associação ao vinho e ao pão a ter relação directa com os mitos de ambos. É ainda possível que os mistérios de Elêusis, bem como os cultos a Dioniso e muitas outras divindades, estejam directamente ligados à origem do próprio Cristianismo. Infelizmente, os registos a esses cultos encontram-se hoje perdidos, permitindo-nos pensar que poderá lá existir mais do que a história hoje narra.

No entanto, tais hipóteses levariam a uma curiosa hipótese, a da inexistência de Cristo, ou mesmo um exagero dos dons do mesmo, assunções que são impensáveis para as sociedades modernas. Uma interessante hipótese, que talvez valesse a pena debater...
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