Filha dos titãs Hipérion e Teia e irmã de Hélio, esta deusa lunar é maioritariamente conhecida pelo mito que a relaciona com Endímion.
Apesar da identidade real deste homem ser bastante confusa (segundo alguns, era um pastor, enquanto que outros autores lhe dão uma posição na nobreza), o amor deste pela deusa levou-o a uma situação bastante incomum - em detrimento de vida eterna, a este mortal foi concedido o sono eterno, de modo a que estes amantes pudessem ficar eternamente juntos.
Este é um mito bastante directo, ao qual pode ser atribuído uma interpretação simples - enquanto que as coisas boas da vida estão condenadas à finitude, a noite deve ser encarada como algo que é eterno, uma das poucas certezas que podemos ter na nossa vida. Tal como o sono eterno de Endímion lhe garantiria a permanência eterna ao lado da deusa que amava, acaba por ser o sono nocturno, inevitável e sem o qual não poderíamos certamente viver, a possibilitar o correcto funcionamento do organismo humano.
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Na Mitologia Grega, os sonhos tinham um papel bastante importante, visto serem considerados como um modo de comunicação entre o mundo etéreo e o terreno, através do qual os Deuses passavam mensagens aos mortais. São diversos os mitos em que este aspecto da vida Grega surge, normalmente com um herói a dormir num templo consagrado a um deus que, mais tarde, acaba por lhe surgir em sonhos, juntamente com um qualquer conselho ou mensagem.
Este método de comunicação entre os humanos e o divino também aparece em muitos outros locais. Por exemplo, no início do Cristianismo - Maria, mãe de Jesus Cristo,é contactada por um anjo durante o sono, o qual lhe comunica a tarefa a que estava destinada.
Visto esta ser uma ideia mantida no Império Romano, é importante entender que este aspecto possa ter tido um papel importante na adopção do Cristianismo, enquanto religião oficial do império. Segundo uma das versões da história, quando o imperador Constantino I defrontou a Batalha da Ponte Mílvia, apareceram-lhe em sonhos diversos elementos cristãos que, ao serem colocados no equipamento dos soldados, lhe garantiriam uma vitória. Quando esse triunfo se concretizou, foi fácil atribuí-lo ao novo deus, tendo em conta o contexto cultural em que os sonhos se incluíam.
Hoje em dia, a importância dada aos sonhos é claramente menor do que nas religiões pagãs, perdendo-se assim uma parte interessante de uma cultura antiga.
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