Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



São mais que muitas as versões da "Alegoria da Caverna" que se podem encontrar na internet, mas esta sempre me pareceu bastante boa. Não é totalmente fiel à versão de Platão, mas pelo menos é mais interessante, colorida, e deixa entender pelo menos parte da ideia original do autor.

 

 

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Como o próprio nome da obra dá a entender, este livro de Obsequente trata dos múltiplos prodígios que, ao longo dos anos, ocorreram no Império Romano. A obra está incompleta, razão pela qual é difícil saber o período que originalmente abrangia, mas na forma que hoje nos está disponível cobre datas compreendidas entre 190 a 10 a.C. . Para esse período de tempo específico, o autor menciona não só aspectos relacionados com guerras ("Viriato foi derrotado", "a luta contra Jugurta corre bem", ...), mas também prodígios da natureza ("choveu leite", "um boi falou", "uma grande estrela caiu dos céus"...), dos próprios seres humanos (nesse sentido, são muito referidos nascimentos de crianças com um número invulgar de membros ou hermafroditas) e até da civilização e religião romana ("uma estátua que tinha a cabeça coberta apareceu com ela descoberta", "as galinhas [sagradas?] escaparam para o bosque e ninguém as conseguiu encontrar", ...).

 

Porém, esta é uma daquelas obras que pouco interesse parece ter. Claro que se pode utilizá-la para tentar localizar com maior precisão este ou aquele evento, mas tendo por base o facto do autor só ter escrito sobre cada um dos eventos mais de 200 anos após terem tido lugar, é um pouco difícil conseguir argumentar sobre a fidelidade de cada um deles... e se, por um lado, alguns deles têm algum interesse, já outros parecem-me demasiado incompletos para terem algum interesse real. Costumo dizer, de uma forma jocosa, que se "um boi falou" teria sido interessante recordar o que ele disse, e infelizmente esta obra parece ficar sempre áquem desse elemento adicional, de qualquer tentativa de explicação ou justificação. Se, como diziam vários outros autores, a aparição de prodígios tinha alguma relação com o futuro, nada disso parece ter relevância nesta obra, sendo esta só e apenas um sucinto catálogo de prodígios através de um período de anos.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nesta obra, Eusébio de Cesareia refuta algumas das ideias de Hiérocles, que na sua obra "Amante da Verdade" (hoje perdida) nos é dito que comparava Apolónio de Tiana com Jesus Cristo.

 

A figura de Apolónio de Tiana já por cá foi mencionada (o link em questão pode ser visto aqui), mas o mais interessante nesta obra é forma como Eusébio trata, de uma forma muito simples, as múltiplas falhas que existiam na história de Apolónio, antes de proceder à apologia do Cristianismo comum nas obras cristãs da época. Sendo o autor desta obra quase contemporâneo de Filóstrato (aproximadamente 20 anos separam a morte de um e o nascimento do outro), autor de "Vida de Apolónio de Tiana", é igualmente curioso constatar que os episódios mencionados nesta obra são igualmente visíveis na outra, permitindo uma leitura mais crítica do livro já anteriormente por cá falado.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nesta pequena obra Clemente de Alexandria convida os leitores a abandonarem a sua religião pagã em favor do Cristianismo. Se, no seu geral, o conteúdo é semelhante a de muitas outras obras da mesma época, a principal razão porque refiro por cá esta obra prende-se com o facto do autor divulgar, no capítulo II, muitos dos secretos mistérios da antiga religião.

 

A referida passagem é relativamente fácil de encontrar (pode, por exemplo, ser lida aqui) mas também bem menos impressionante do que se poderia esperar. E porquê? Bem, de um ponto de vista teórico, já se sabe que qualquer leitor ambicionaria encontrar mistérios demasiado impressionantes, mas pense-se de forma análoga nos mesmos elementos das religões modernas - um dos essenciais do Catolicismo é a deglutição de uma hóstia, mas será esse acto assim tão simples, tão redutível a um elemento básico? Como qualquer praticante desssa religião o saberá, por detrás dessa acção existe toda uma simbologia que o completa, e a simples divulgação dos mistérios, infelizmente para nós, muito pouco diz sobre o que realmente se passava na liturgia que os envolvia. Ainda assim, este acaba sempre por ser um recurso interessante para os mais curiosos!

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pediram-me que deixasse este anúncio por cá:

 

Considerando o crescente interesse acadêmico pela compreensão dos estudos clássicos e da tradição ocidental em suas variadas formas e expressões o presente curso de especialização se propõe a colocar o estudante a confronto com o mundo clássicos e suas riquezas. A formação de novos pesquisadores na área de estudos clássicos e de estudos da Antiguidade contribuirá para a consolidação de uma área que se compreende como necessariamente interdisciplinar.

O curso funcionará em regime a distância.

O início das aulas está previsto para 1 de abril de 2012.

Maiores informações pelo site: http://www.estudosclassicos.org

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Secções:

Quando, há já umas semanas atrás, andava pela internet, encontrei este curioso artigo que confronta o logo de sete empresas com a origem mitológica das criaturas e símbolos usados, numa associação que nem sempre tem muito sentido. Ainda assim, este problema é cada vez mais comum... como primeiro exemplo, posso dizer que algures por Lisboa há um empresa de trabalho temporário cujo logo apresenta uma coruja de Atena - a mesma da moeda de 1€ grega - numa relação que nem se compreende muito bem.

 

Depois, podem até ser encontrados exemplos como este:

 

Fenix Cleaning

 

Aqui, existem múltiplas interpretações para a situação, mas é-me difícil imaginar alguma que não seja profundamente negativa, razão pela qual, ao escolher-se um logo para uma empresa se deverá ter especial cuidado com toda a sua simbologia. Senão, incorrem-se em situações como a da sirena do "Starbucks" - que, como uma vez disse a uma amiga, é "provável" que tenha sido escolhida devido ao poder hipnótico e mortal dos produtos lá vendidos.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Secções:



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog