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Quando na Dionisíaca de Nono tem lugar uma enorme cheia (as razões para tal não serão mencionadas aqui), que parece inundar todo o mundo, ocorre o seguinte:

Sea-lions now leaped with dripping limbs in the land-lions’ cave among rocks they knew not, and in the depths of a mountain-torrent a stray boar met with a dolphin of the sea. Wild beasts and fishes navigated in common stormy floods that poured from the mountains. The many-footed squid dragged his many coils into the hills, and pounced on the hare. The dripping Tritons at the edge of a secret wood wagged their green forked tails against their flanks, and hid in the mountain vaults where Pan had his habitation, leaving their familiar speckled conchs to sail about with the winds. Nereus on his travels met rock-loving Pan on a submerged hill, the rock-dweller left his sea and changed it for the hill, leaving the waterlogged pan’s-pipes that floated; while he took to the watery cave where Echo had sheltered.
fonte online

Esta obra, a que aqui voltarei um outro dia, sempre me pareceu ser uma daquelas que é muito difícil de ler sem um sorriso nos lábios, seja por este ou por incontáveis outros exemplos.
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Aqui fica a menção a algumas orações de Dion Crisóstomos que, apesar de não terem conteúdo mitológico particularmente forte, merecem ser mencionadas por cá: - A sétima oração começa com uma história onde se pode se pode ver como era a vida das classes mais baixas num dado período da Antiguidade. - Na 18ª oração, o autor menciona os autores que, na sua opinião, um orador deveria estudar: as comédias de Menadro, as tragédias de Eurípides, os textos homéricos, Heródoto, Tucídides, Demóstenes, Licurgo, "os autores socráticos", entre vários outros. - A 35ª oração descreve, em segundo plano, algumas das coisas miraculosas que existiriam na Índia. - A 36ª oração conta um mito dos Persas relativo ao movimento das esferas celestes e à criação do universo. - A 52ª oração faz uma comparação entre três peças (as de Ésquilo, Sófocles e Eurípides) sobre um mesmo tema, o arco de Filoctetes, o que é de especial importância já que nem todas elas sobreviveram. - A oração 58 tem um pequeno diálogo, mas bastante curioso, entre Aquiles e Quíron. - A 59ª oração tem um diálogo entre Odisseu e Filoctetes, semelhante ao das peças conhecidas. - 60ª oração, um pequeno diálogo sobre o episódio de Nesso e Dejanira, do mito de Héracles. Além destas, várias outras orações têm conteúdo mitológico de alguma importância, mas essas ficam para quem também as quiser ir ler...

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O tema da 11ª oração de Dion Crisóstomos é, creio eu, demasiado curioso para eu não falar dele aqui. O autor escreve, nessa altura, de uma Tróia que não foi derrotada, e de uma história de Homero repleta de mentiras.

Deixa, por exemplo, subentendido que a cegueira de Homero se devia à mesma razão que a de Estesícoro, mas também diz que Helena jamais foi raptada, que Aquiles teria morrido pela mão de Heitor, que haveria uma boa razão para o mesmo autor não ter contado "as histórias de Mémnon e da Amazona", que o famoso episódio do cavalo jamais teria tido lugar, e muitas outras coisas do género, que apoia no suposto testemunho de um egípcio com quem teria falado.

Claro que qualquer outro autor poderia pôr problemas destes, mas o melhor, no texto de Dion, é que todas essas possibilidades estão extremamente bem justificadas, e até fazem todo o sentido, face aos argumentos apresentados. Mas... uma questão óbvia, aqui, é se o conteúdo do texto será verdadeiro, ou seja, se essa possibilidade, essa ideia de uma Tróia que não foi derrotada, era vista como real na altura.

Será que era? No contexto das outras orações do mesmo autor, parecer-me-ia correcto concluir que, mais do que pensar na veracidade dessa ideia, deveríamos era pensar no porquê do autor escrever as linhas que escreve, e é nesse contexto que fará mais sentido ver este texto como, por exemplo, uma crítica aos sofistas, habituados a torcer as verdades com os seus argumentos, do que termos de nos interrogar sobre se, por exemplo, Homero fez um retrato fiel das artes guerreiras de Aquiles.

Este sim, é um texto extremamente interessante, e que deverá, creio eu, sem dúvida ser lido por todos aqueles que estudam os poemas homéricos, quanto mais não seja para se poderem rir um pouco.
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São várias as criaturas que, nos mitos gregos, recebem o nome de "Lâmia", mas Dion Crisóstomos, ao falar de uma criatura da Líbia com algumas das características desta (e cujo nome não refere), refere o tronco e face de uma mulher, bem como a parte inferior semelhante a uma cobra.

Primeiro, Dion descreve a própria criatura, e usa-a como um exemplo da importância de não cedermos a alguns vícios, sob pena de, atraídos pelo belíssimo corpo femino da Lâmia, sermos comidos por ela.
Segundo, conta uma pequena história em que, apesar de um dado rei ter morto muitas dessas criaturas, algumas escaparam e causaram bastantes problemas, algo que o autor interpreta como, novamente, uma referência aos vícios, em que a supressão de alguns levaria a um aumento dos outros, algo que deveríamos igualmente temer.
Em terceiro, e último lugar, conta uma parte adicional do mito, que não moraliza, mas em que uma dada Lâmia teria sido capturada, levada para a cidade, e dois jovens, confundindo-a com uma prostituta e aproximando-se dela, foram atacados, tendo um deles sido comido.

A moralização da terceira parte, essa, fica então para quem desejar pensar no tema, porque para citar um provérbio bem português, "para bom entendedor meia palavra basta".
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Quando Eneias reencontra Dido no reino de Hades, e tenta falar com ela, o seguinte tem lugar:

She turned away, her eyes fixed on the ground,
no more altered in expression by the speech he had begun than if hard flint stood there, or a cliff of Parian marble.
At the last she tore herself away, and, hostile to him,
fled to the shadowy grove where Sychaeus, her husband in former times, responded to her suffering, and gave her love for love.

fonte
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Este ano, as visitas às Galerias Romanas da Rua da Prata irão realizar-se nos dias 11, 12 e 13 de Abril, entre as 10 e as 18 horas. Fica a informação!
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