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Segundo a opinião de Epifânio de Salamina, esta seria a origem do Satanismo: [Falando de várias heresias] Others in their own turn thought of something still more crafty and said, as though, in their simplicity, consulting their own intelligence, “Satan is great and the strongest, and does people a great deal of harm. Why not take refuge in him, worship him instead [of God], and give him honor and blessing, so that < he will be appeased* > by our flattering service and do us no harm, but spare us because we have become his servants?” And so, again, they have called themselves Satanians. fonte

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Encontrei, há dias, dois pequenos jogos para Android (se também existem para iOS é algo que já não sei) que merecem aqui ser mencionados.

O primeiro deles, "Clash of the Olympians" (disponível aqui) tem como personagens seleccionáveis Hércules, Aquiles e Perseu. É um jogo bastante simples, com o herói seleccionado a ter de proteger um templo de várias criaturas mitológicas que procuram atacá-lo.

Image from the first game

Para tal, o jogador terá de lançar algum tipo de arma contra os opositores que se aproximam, direccionando o seu ataque, bem como a força do mesmo, através do ecrã táctil. Nos níveis mais avançados, o jogador pode desbloquear poderes adicionais, novas habilidades, e encontrar criaturas mitológicas cada vez mais poderosas.


O segundo jogo, "Glory of Sparta!" (disponível aqui), coloca o jogador na pele de um guerreiro espartano e pede-lhe que defenda Termópilas.

Image from the second game

Se os inimigos não são particularmente consistentes com os das histórias de Heródoto e dos outros autores (tratam-se, aqui, de esqueletos armados, o que nos poderia levar a pensar nas magias da Pérsia, mas presumo que não tenha sido essa a intenção dos criadores), este é um jogo de relativa simplicidade, e cujo maior apelo é, sem dúvida, o tema em que se baseia, que não me recordo de ter visto em qualquer outro jogo.
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Sendo Nemésio de Emesa um autor cristão, poderia supor-se que este seu trabalho estaria repleto de menções ao Cristianismo e às suas ideias, mas isso não é, de todo, verdade. Assim, este é um texto onde o autor parece tentar conciliar a Filosofia mais antiga com as próprias ideias da nova religião.

Começa por falar da homem, da sua criação, da natureza, mas é por volta do capítulo 35 que este trabalho chega a um ponto que me parece importante, e em que o autor começa a falar do Destino e da Providência. Trata, então, esses temas de uma forma sequencial, mas também muitíssimo simples, própria até para aqueles que pouco ou nada percebem de Filosofia.

Nessas suas palavras, o autor mostra os principais problemas da existência do Destino, do livre-arbítrio, e resolve-os sem recorrer a argumentos de uma maior complexidade, sendo, portanto, uma obra de fácil leitura mas, ao mesmo tempo, de grande importância para o estudo da ideia de que os seres humanos pudessem, ou não, ter as suas acções regidas pelos deuses (ou por qualquer outra identidade), mostrando uma crença num Destino parcial - em que, por exemplo, um homem jamais poderia estar destinado a ir navegar, mas que ao fazê-lo poderia, então, acabar por sofrer um naufrágio - que apenas regeria a vida de uma pessoa dadas as circunstâncias que ela própria escolheu por si própria.
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Há cerca de um mês pediram-me que escrevesse sobre a possibilidade de Jesus Cristo ser casado, já que o assunto veio à baila através de notícias como esta. Deixemos, para começar, de lado a hipótese desse fragmento poder ser uma falsificação. Não é relevante. Para mim, e tendo em conta o contexto literário da época, pouco interessa que esse fragmento, ainda para mais provindo de uma obra desconhecida, apresente Jesus como podendo ter uma esposa, já que o contexto dessa afirmação seria muito mais importante que a própria afirmação. Porquê? Por uma razão muito simples, e que não escapa a qualquer pessoa que conheça minimamente os textos gnósticos: por volta dessa altura ainda existiam todo um conjunto de textos derivados das mais variadas heresias (uso aqui esta palavra sem qualquer carácter pejorativo), que construíam, adaptavam, alteravam, ou omitiam elementos nas histórias bíblicas de forma a enfatizar ou diminuir a preponderância de alguns pontos. Por exemplo, alguns defendiam que Jesus, enquanto filho de Deus, não poderia ter sido crucificado, e então teria sido Simão de Cireno (o homem que levou a cruz, durante algum tempo, nos evangelhos sinópticos) a ser crucificado em seu lugar, enquanto Jesus se ri (o riso de Jesus, nos textos gnósticos, é um tema muito interessante, mas para não me alongar irei apenas dizer que esse riso não se devia à cena a ter lugar, como alguns leitores poderiam supor). Outros, que consideravam o deus do Antigo Testamento como um impostor, apresentavam a ideia de que a cobra do jardim do Éden tinha sido uma salvadora da Humanidade, já que lhes teria trazido um conhecimento da verdade, de que esse deus não era o criador de tudo o que existia. O famoso Evangelho de Judas apresenta um Jesus conivente com Judas, e esta segunda figura é vista como o mais importante dos apóstolos, por ir sacrificar o corpo de Jesus. Um texto, sem dúvida, de uma heresia em que o corpo terreno era visto como negativo. Vários evangelhos da infância apresentam Jesus a usar os seus poderes miraculosos em situações do dia-a-dia, como dar vida a animais de barro, ressuscitar amigos que mata (mais ou menos) sem querer, ou acertar o tamanho das pernas de uma peça de mobiliário feita por José. Provavelmente destinavam-se a remediar a curiosidade despertada pelos textos sinópticos, que pouco falavam da infância de Jesus, mas também poderiam ter tido vários outras funções. Textos muito mais tardios, como o Toledot Yeshu, de origem judaica e destinados a gozar a religião cristã, apresentam Jesus como obtendo os seus poderes mágicos através de um conhecimento do verdadeiro nome de Deus, e até o põem a combater, nos ares e a um estilo de Dragon Ball, contra um heróico Judas. Neste contexto era muitíssimo provável que algum heresia que considerasse o casamento como positivo tivesse, em seu poder e para apoiar as suas crenças, algum texto que dissesse que Jesus era casado. Isso não quer, evidentemente, dizer que Jesus tivesse mesmo casado, mas sim que, por alguma razão, uma seita gnóstica, vários séculos após o tempo de Jesus e dos seus apóstolos, considerou útil dizer que Jesus era casado, já que essa seria uma união que servia os seus propósitos individuais. As fontes mais antigas, como os evangelhos sinópticos, o Evangelho dos Hebreus, ou os textos (agora perdidos) de Pápias, nada referiam em relação à possibilidade de Jesus ter casado. Nenhum autor, seja ele pagão ou cristão, confirma ou desmente essa possibilidade, o que demonstra que essa era uma não-questão para a época, e esse é um silêncio muito esclarecedor. Assim, a mais pura verdade é que não temos, nem nunca poderemos ter, informação certa relativa a esse possível casamento, ou ausência dele. Não é por um dado texto, muito mais tardio, dizer que Jesus tinha esposa que isso se torna um facto totalmente real. Essa frase, ainda para mais num fragmento que "provavelmente remonta a uma data entre os séculos VI e IX, mas poderia ter sido escrito até mesmo no século II", pouco ou nada nos diz.

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Esta não é, obviamente, uma obra da Antiguidade, mas sim um texto que foi produzido, supostamente, por um tal João de Mandeville no século XIV, em que este reconta as suas viagens pelo mundo. A obra, em si, é um misto de realidade e de ficção, mas a sua referência neste espaço passa pelo facto de, nesta obra, como em muitas outras da mesma época, ainda existir uma curiosa fusão entre o Paganismo e a religião cristã. Aquando destas suas viagens, o autor passa por diversos sítios, e parece dar a pontos de interesse mitológico (por exemplo, creio que a ilha de Circe é um deles) a mesma relevância que dá a locais de importância religiosa (por exemplo, o túmulo de Cristo), e não deixa de mencionar figuras tão lendárias como a Fénix ou os Pigmeus (os tais que lutavam contra os grous). Isto para mostrar que, mesmo após quase um milénio, a cultura da Antiguidade ainda continuava, pelo menos em parte, viva, e obras como esta, onde se apresentavam as muitas maravilhas das terras distantes, acabaram até por ter uma influência importante na mente de descobridores como Cristóvão Colombo.

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Este é outro daqueles textos em relação aos quais eu já poderia, e deveria, ter falado há uns anos atrás, mas só hoje notei que ainda não o tinha feito. A Biblioteca, geralmente atribuída a Apolodoro, é um compêndio de mitologia, talvez um dos mais interessantes e completos que nos chegaram aos dias de hoje. Cobre uma sequência de eventos que vai do nascimento dos deuses até à morte de Odisseu, falando, entre esse espaço cronológico, dos mais variados mitos, como a Gigantomaquia, as Argonáuticas, os eventos de Héracles e as histórias da cidade de Tebas, entre muitos outros. Porém, se os primeiros três livros ainda nos chegaram, já o quarto (que cobre, essencialmente, os eventos relacionados com a Guerra de Tróia, e os que se lhe sucedem) apenas nos chegou sob a forma de um epítome. De uma forma muito simples, eu até poderia dizer que, caso alguém quisesse ler uma única, e só uma, fonte primária sobre mitos gregos, talvez devesse ser esta a escolhida, já que permite um conhecimento geral muito vasto do tema, apesar de ser, em muitos casos e ainda mais no último livro, pouco profundo. Não deixa, porém, de ser uma obra introdutória de grande importância, que não merece ser esquecida no estudo desta área.

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Segundo informação que me foi passada, os "Ludi Conimbrigensis" terão lugar, daqui a alguns dias (21 e 22 de Maio), no Museu Nacional de Machado e Castro, e nas ruínas de Conímbriga (Portugal). Mais informação pode ser encontrada aqui.

Já sobre o Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico, que irá ter lugar entre 7 de Abril e 19 de Julho, mais informação pode ser encontrada aqui.
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