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Encontrei hoje esta expressão interessantíssima, que bem poderia ter sido retirada de um manual de cavalaria, e que achei que deveria deixar por cá:

 

A knight should be modest, love one maiden only, not play at love with many women. He should help the oppressed, and show kindness to all. When he has conquered an enemy he should show mercy; and when he is conquered he should not beg for life. To face death boldly is a hero's glory, and such death is better than a dishonoured life.

fonte

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Encontrado aqui, este é um jogo do tipo "tower defense", em que o jogador tem impedir inimigos de atingir o seu objectivo, usando diversos deuses gregos como Zeus, Ares, Hades, Atena, etc. Nem todos os inimigos são retirados dos mitos de então (ver o lado direito, na imagem abaixo), mas entre os opositores mais poderosos contam-se Ceto, ou a Hidra de Lerna, entre outros. É um jogo simples, mas torna-se um pouco repetitivo passado algum tempo.

 

imagem do jogo

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Quando, no ano passado, cá falei da Descrição da Grécia, de Pausânias (ver aqui), tinha algumas dúvidas sobre quem seria a Helena com um tão singular túmulo, a que Pausânias referia em VIII.16.5 . Há alguns dias, foi cá deixado um comentário anónimo (e fica o agradecimento a quem quer que o tenha deixado) que referia Helena de Adiabene. Seria ela a mulher no túmulo? Após alguma pesquisa, parece-me possível que sim. Fica, então, o mistério resolvido.

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(Estas duas figuras estão tão intimamente ligadas que me pareceria aqui injusto separá-las)

 

Protesilau é famoso por ter sido o primeiro grego a sair dos navios, em Tróia, e como dizia uma profecia, foi também o primeiro a ser morto. A história poderia ter acabado por aqui, mas face ao grande amor que Laodâmia tinha por esse seu marido, pediu aos deuses que o deixassem ver uma última vez, por três horas, para se despedir dele. Os deuses permitiram-no, por razões desconhecidas, e com ajuda de Hermes Laodâmia pode ver Protesilau durante esse limitado tempo. Depois, passadas essas horas, suicidou-se, incapaz de viver sem o homem que tanto amava.

Higino, nas suas Fábulas, adiciona alguma informação ao mito, dizendo que Laodâmia viveu algum tempo com uma estátua do marido, após a morte deste, e que quando os familiares tentaram queimar a estátua, também a mulher se lançou às chamas, morrendo nesse seu derradeiro acto.

 

Este é, muito certamente, um dos mitos mais invulgares de que me consigo lembrar, por mostrar a figura de uma mulher e esposa tão fiel, tão ligada ao marido, que, como qualquer ser humano, anseia por ver um falecido uma última vez, desejar despedir-se dele. E, quando, por razões que nunca ficam muito claras, lhe é concedida essa oportunidade, compreende que esse último adeus não é suficiente, e acaba por morrer só para se poder juntar ao marido que tão profundamente amava.

 

Laodâmia é, nesse ponto, cada um de nós, quando confrontados com a morte de alguém que amamos. O que não daríamos nós, se tal fosse possível, para ter só um último momento com essa pessoa? O que faríamos, só para fitar os olhos do falecido, para lhe ouvir a ténue voz, uma última vez? Mas, tal como nos ensina este mito, mesmo que essa fosse uma real possibilidade, seria tão cruel e insuficiente para nós como o foi para a mulher do falecido Protesilau.

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Esta é uma obra um pouco difícil de definir, pelo facto de ser bastante inconstante. Apresenta 300 tópicos, divididos entre mitos e informações mitológicas (genealogias, listas de personagens que fizeram "algo", etc), mas nem sempre parece seguir uma ordem óbvia. Muitas vezes, o autor vai seguindo as histórias associadas a uma dada figura, apenas para mais tarde voltar à mesma, e dar elementos adicionais. Muitas vezes contradiz-se, fala de um mito com total certeza, apenas para, umas linhas abaixo e sem qualquer aviso, dar uma versão demasiado diferente. Dificilmente o autor desta obra éo mesmo daquela que ontem aqui falei, mas trata-se, nesse ponto, de uma opinião meramente pessoal.

 

Apesar da desorganização de ideias, há que dar o devido crédito a autor que, como este, preservou tantos mitos, muitos deles tão obscuros que só aqui estão preservados. E é, então, nesse ponto que reside o interesse desta obra, esse calhamaço de mitos e versões, preservados num só local, para todos aqueles que os quiserem ler... desde que tenham em conta que, em muitos casos, a versão mencionada pelo autor pode não estar totalmente correcta, ou pode contrastar com a que este mesmo autor dá noutro lugar lugar da obra.

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A Astronómica Poética, ou Da Astronomia, de Higino, contém as histórias mitológicas de mais de quatro dezenas de constelações e corpos celestes. Claro que existem várias outras obras sobre esse tema, mas esta tem a particularidade do autor apresentar, para cada uma delas, não só o mito mais conhecido, mas também várias versões que suportam outras possibilidades, muitas vezes citando ideias de autores que, para nós, hoje, são nada mais do que nomes. Dada a singularidade de alguns momentos da obra, achei que devia deixar por cá alguns exemplos:

 

Relativamente a Andrómeda, após contar a história, Higino remata com "About her Euripides has written a most excellent play with her name as title", uma peça que não nos chegou aos dias de hoje.

 

Sobre o mito de Perseu, figura também colocada entre as estrelas, o autor dá-nos alguma informação adicional, menos conhecida: "When sent by Polydectes, son of Magnes, to the Gorgons, he received from Mercury, who is thought to have loved him, talaria and petasus, and, in addition, a helmet which kept its wearer from being seen by an enemy. So the Greeks have called it the helmet of Haides [the Unseen One], though Perseus did not, as some ignorant people interpret it, wear the helmet of Orcus himself, for no educated person could believe that. He is said, too, to have received from Vulcan a knife made of adamant, with which he killed Medusa the Gorgon. The deed itself no one has described".

 

O mesmo autor também nos reconta um mito a ter lugar em Portugal, relativo à constelação do Ofiúco: "Polyzelus the Rhodian, however, points out that this is Phorbas, who was of great assistance to the Rhodians. The citizens called their island, overrun by a great number of snakes, Ophiussa. In this multitude of beasts was a snake of immense size, which had killed many of them; and when the deserted land began finally to lack men, Phorbas, son of Triopas by Hiscilla, Myrmidon’s daughter, when carried there by a storm, killed all the beasts, as well as that huge snake. Since he was especially favored by Apollo, he was put among the constellations, shown killing the snake for the sake of praise and commemoration. And so the Rhodians, as often as they go with their fleet rather far from their shores, make offerings first for the coming of Phorbas, that such a happening of unexpected valor should befall the citizens as the opportunity for glory which brought Phorbas, unconscious of future praise, to the stars."

fontes

 

Esta é, então, uma obra simples na sua forma mas complexa no seu conteúdo, pelo facto de recontar diversos mitos e histórias para as quais, infelizmente, não temos qualquer outra fonte, e sobre as quais muito dificilmente poderíamos verificar se estão correctos. Se muitos dos mitos aqui constantes são bem conhecidos, já outros são muito obscuros, mas não deixam de ser igualmente interessantes. Para quem se interessar pelo tema, aqui fica a referência a esta obra!

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Este texto, que agora já está disponível em tradução aqui, é o terceiro (ou, se formos pela ordem cronológica, o primeiro) em que Tzetzes aborda o tema da Guerra de Tróia, falando não só dos eventos que precedem a guerra mas, até, os eventos que acabam por anteceder a Ilíada, contando-nos uma prévia invasão dessa região, o nascimento de Páris, o rapto de Helena (chegando ao ponto de dizer que, nessa altura, Helena tinha 26 anos, e Páris 30), a morte de Protesilau e a famosa fidelidade da esposa deste, bem as várias aventuras (e a morte) de Palamades, o último episódio deste texto, com esse herói a prever a praga que ia depois ser enviada pelo deus Apolo, um dos primeiros eventos a tomar lugar no texto homérico.

 

Claro que, a abordar todos estes temas, Tzetzes opta por uma descrição sumária, mas são pelo menos dois os casos em que o autor deixa entender, de forma muito clara, que a versão que ele está a contar é apenas uma de muitas. Infelizmente, pouco desenvolve em relação a essas outras possibilidades de trama, mas isto permite-nos entender que, como nos seus outros dois textos que já aqui foram tratados, o autor prende-se não tanto com a possibilidade de contar uma história una, uma versão definitiva, dos acontecimentos, mas sim com recontar algo que sabe, que já leu, e que tenta preservar nas suas próprias linhas.

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