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Aqui fica uma interessante imagem que bem sumaria os mitos nórdicos.

Genealogia dos mitos nórdicos

 

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Já está disponível mais um livro das "Quilíadas", em tradução, aqui. Nesta nova milena de versos o autor parece focar-se, pelo menos de uma forma mais alongada, em histórias dos monarcas da Pérsia, tornando a abordar, de uma forma muito simples e breve, várias outras sobre os mais diversos temas.

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O mito de Édipo já cá foi falado antes (aqui), mas raras são as fontes que referem o porquê do ataque da Esfinge à cidade de Tebas. Segundo, porém, um escólio onde nos é contado parte dos antigos poemas épicos sobre este tema, existia uma razão para o ataque do invulgar monstro - Laio, rei de Tebas e pai de Édipo, tinha-se envolvido com outro homem (no contexto da história, esta seria a primeira de todas as relações homossexuais), e então Hera, enquanto deusa do casamento, enviou a Esfinge para vingar esse "inovação", se lhe podemos chamar tal.

 

É difícil saber até que ponto esta informação, atribuída a um "Pisandro", representava a visão original do mito. Sabemos, isso sim, é que se a Esfinge, e o seu episódio com Édipo, até é mencionado pelos mais diversos autores, ao mesmo tempo poucos são os que referem o porquê dessa presença, sendo esta opinião tão boa como qualquer outra que nos tenha chegado.

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Este evento irá ter lugar em Condeixa (perto de Coimbra, Portugal), no próximo fim de semana. Mais informação nas imagens abaixo, e devo enfatizar que a entrada nos espectáculos é totalmente grátis!

 

 

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O grande tema da Ilíada é, como se sabe, a cólera de Aquiles, que ocorre na sequência de uma querela deste herói com Agamémnon. É famoso esse episódio, mas a Odisseia, no seu livro VIII (vv.75-85?), também faz uma pequena referência a uma outra zanga do filho de Tétis, desta vez com Odisseu (ou Ulisses, ou o que lhe queiramos chamar). Não nos é contado o que se terá passado, excepto que o episódio tomou lugar durante um sacrifício, e que Agamémnon já antes tinha recebido um oráculo que predizia essa ocorrência.

 

Como é costume, estas linhas não estariam a ser escritas se não houvesse algo para acrescentar. Se o autor dos Poemas Homéricos nunca nos conta o que se passou, já um escólio presente nos textos dá-nos algum conteúdo adicional; de acordo com essa fonte menos conhecida, esta era uma zanga que tinha ocorrido aquando de uma discussão sobre a forma como Tróia devia ser tomada. Por um lado, Aquiles argumentava que a força seria suficiente, por outro Odisseu pôs-se em favor de uma conquista recorrendo a subterfúgios.

 

Não sabemos quem saiu vitorioso, ou sequer a fonte que continha este episódio, mas, pensado na trama de toda a guerra podemos constatar que, de alguma forma, este é um confronto cujas repercussões vão sendo vistas aqui e ali; pense-se até que, se a Ilíada é o poema de Aquiles e de Heitor, o que mais a popula são confrontos guerreiros, já a Odisseia é uma versificação dos muitos esquemas de Odisseu. E como correu a guerra para ambos? Se, na primeira destas obras, são as forças guerreiras que imperam, numa sequência que, muito provavelmente, terminava com a morte de Aquiles, é após esse momento que a figura do outro Aqueu se parece começar a tornar mais importante, e acaba até por ser um dos planos do marido de Penélope, a construção do cavalo de madeira, que leva à conquista da cidade de Príamo.

 

Poderia repetir, novamente, que desconhecemos quem saiu vitorioso, mas o que é certo é que, em termos práticos, foi a sugestão do opositor do Pelida que levou à conquista de Tróia. Qualquer que tenha sido o desenrolar do obscuro debate, o vencedor aquando do término da guerra foi, indubitavelmente, Odisseu.

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Que Ovídio foi um dos maiores poetas latinos, poucos discordariam. Porém, por uma qualquer carmen et errore, acabou por ser expulso de Roma, e foi viver para Tomis, uma cidade portuária na actual Roménia. Presume-se que tenha sido aí que morreu, e creio que nenhum autor da sua época contradiz essa ideia.

 

Estas linhas nem estariam a ser escritas se toda a história tivesse ficado por aí, mas... vários séculos mais tarde, em plena Idade Média, começaram a surgir outras opiniões. Uma das mais curiosas é que, um dia, Ovídio foi perdoado, e no seu regresso a Roma acabou por ser recebido por uma multidão tão grande que morreu, fruto de algum tipo de atropelamento. Outra história diz que Ovídio, ainda em Tomis, se arrependeu dos seus erros e se converteu ao Cristianismo, sendo, eventualmente, venerado como "São Naso" (que, para quem estiver curioso, hoje se resume a um mero nome, não fazendo parte dos santos da religião católica).

 

Nenhuma das duas histórias parece ter algum fundamento real, até porque não parecem ocorrer em qualquer fonte literária durante quase um milénio, mas conhecendo a bela poesia deste autor, quem não lhe desejaria um final bem melhor do que aquele que parece ter tido?!

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